Padilha e Paulo Bernardo são destaques do governo no Twitter

Destoando dos seus colegas de Esplanada, ministros têm muitos seguidores e interagem bastante na rede social

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Os ministros da presidenta Dilma Rousseff (PT) embarcaram na empreitada de criar um perfil pessoal no Twitter e se abrir às benesses de divulgar seu trabalho e à complicada tarefa de ser cobrado, dia a dia, por uma multidão de brasileiros. Levantamento recém-concluído da MITI Inteligência, empresa especializada em análise de redes sociais, pesquisou quem tem conta no Twitter, quem tem mais seguidores e quem mais interage.

Agência Estado
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha: o ministro mais ativo no Twitter
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Os dados da pesquisa permitem chegar à conclusão de que, exceto pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, do Planejamento, e Paulo Bernardo, a presença ministerial costuma ou ser protocolar, tímida, ou fala a um número pequeno de pessoas ( veja as atualizações mais recentes de cada ministro ).

Com base nos dados, o iG dividiu os ministros em três escalões. Independente do desempenho de cada um, nenhum deles é um "fenômeno" da rede social. Os ocupantes da Esplanada não chegam à casa dos 100 mil seguidores - piso comum a artistas, celebridades e jogadores de futebol, por exemplo. E, claro, ainda estão muito distantes dos 11 milhões de seguidores do presidente dos EUA, Barack Obama, e mesmo dos 990 mil seguidores da presidenta Dilma e dos 865 mil seguidores do ex-candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB).

Elizângela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência, tem uma tese para a baixa adesão ao Twitter ministerial. “Não vale a pena ter um perfil sem atividade", afirma ela. "As pessoas percebem que o político usa durante as eleições e depois some. Entre os perfis mais ativos estão os dos ministros Padilha e Paulo Bernardo. Isso dá uma condição efetiva para que a rede seja usada como um mecanismo de relacionamento com o eleitor. O Twitter é uma ferramenta estratégica. Não tem como fugir dela”, conclui.

Notícias via Twitter:

- Orlando Silva parabeniza Aldo Rebelo pelo Twitter

- Nelson Jobim é um dos temas mais comentados no Twitter

- Ministra da Casa Civil elogia Ideli pelo Twitter

Primeiro escalão

Agência Estado
Paulo Bernardo também se destaca
O primeiro escalão do Twitter é formado por ministros com comportamentos díspares. O campeão de tuítes é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que usa o perfil @padilhando. Ele contabiliza, até agora, cerca de 13 mil postagens. Ele criou sua conta em julho de 2009 e possui mais de 33.500 seguidores na rede de microblogs. Costuma interagir com outras pessoas, responder perguntas e brincar com seus seguidores.

Já o ministro Aloizio Mercadante, que usa o endereço @mercadante, é um fenômeno de seguidores - e se silêncio prolongado. Ele possui mais de 58.500 seguidores - é o ministro com o maior número de seguidores -, mas sua última postagem foi no distante dia 4 de janeiro deste ano, sobre seu discurso de posse como ministro de Ciência e Tecnologia. Suas pouco mais de 1.800 postagens se concentram no período eleitoral. Já o ministro da Saúde é bastante interativo. Padilha responde às perguntas de seus seguidores, orienta sobre serviços de sua pasta e divulga sua agenda oficial.

No quesito popularidade, Padilha é equivalente à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acessível no endereço @anadehollanda, que possui cerca de 33.900 seguidores. Ela também não é das mais ativas. Do primeiro tuite dela, no dia 29 de abril de 2009, até o último, no dia 12 de novembro, ela escreveu 198 vezes no Twitter.

Paulo Bernardo Silva, que comanda o ministério do Planejamento, é outro destaque ministerial no Twitter. Na rede desde abril de 2009, o perfil @paulo_bernardo interage bastante e posta notícias de assuntos variados. Com mais de 31.300 seguidores, o ministro do Planejamento já tuitou mais de 8 mil vezes na rede de microblogs, em um cardápio variado sobre governo, futebol e imprensa.

Segundo escalão

AE
Gleisi Hoffmann tem se esforçado para ser mais presente
No segundo escalão das redes sociais estão os ministros com menos de 30 mil seguidores. Neste bloco, a líder é a mulher de Paulo Bernardo, a também ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil. Ela já  postou 5.200 tuítes para os cerca de 22.700 seguidores. Gleisi (@gleisi) entrou no microblog em abril de 2009 e, na última segunda (7), fez questão de elogiar outra colega, ministra e tuiteira, Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Com mais de 1.900 postagens, Ideli (@idelisalvatti) possui cerca de 7.300 seguidores e entrou na rede social em maio de 2009.

Helena Chagas (@helenachagas), chefe da Secretaria de Comunicação do governo Dilma, está no Twitter desde julho de 2009 e conta com cerca de 11.700 seguidores atualmente. Como acompanha frequentemente a presidenta em agendas oficiais, a ministra aproveita o espaço para postar fotos de paisagens pelo mundo. Até agora, já foram mais de 3 mil tuítes.

A secretária de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário (@_mariadorosario), assim como Helena, está na casa dos 11 mil seguidores no Twitter. Em pouco mais de 3.900 postagens, desde agosto de 2009, seu perfil é opinativo. Ela faz questão de comentar casos de violação dos direitos humanos pelo País e elogiar iniciativas que julga positivas.

Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, presente no @pimentelminas, é modesto na rede social. Ele publicou aproximadamente 480 mensagens, criou sua conta em abril de 2009, tem mais de 11.900 seguidores, mas fala muito pouco. Algumas das suas mensagens são postadas com uma diferença de dois meses entre elas.

O ministro da Previdência, Garibaldi Filho (@garibaldifilho), costuma utilizar o Twitter para divulgar seus compromissos oficiais para os cerca de 17.800 seguidores. Desde que entrou, em julho de 2009, até hoje, já são mais de 6.300 postagens dele na rede - quase sempre protocolares, sem muita interação com as pessoas. 

Terceiro escalão

Agência Brasil
A ministra Iriny Lopes: pouco assídua, poucos seguidores
O terceiro escalão do Twitter é formado por ministros com poucos seguidores, comparando com seus colegas de Esplanada. Eles têm menos de 10 mil seguidores. A líder deste bloco  é Iriny Lopes (@irinylopesptes), chefe da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. Ao contrário de Ideli e Gleisi, bastante atuantes do Twitter, Iriny não é assídua. Com cerca de 3 mil seguidores, Iriny entrou no microblog em agosto de 2009 e, de lá pra cá, tuitou cerca de 1.600 vezes.

Já o ministro Luiz Sérgio (Pesca e Aquicultura) criou sua conta, a @depluizsergio, em abril de 2010 e tem tentado ser bastante participativo, embora fale para um número pequeno de pessoas: ele tem pouco mais de 1.700 seguidores e 1.100 postagens.

Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, no @moreira_franco, criou sua conta em maio de 2009. Até agora, publicou cerca de 780 textos para 1.800 seguidores.

Veja as últimas postagens de cada ministro

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