Orlando Silva nega acusações e diz que fica no cargo

Em Guadalajara para o Pan, ministro disse que conversou com Dilma pela manhã e que presidenta lhe disse para tocar projetos

Marcel Rizzo, enviado a Guadalajara |

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Ministro disse que falou com a presidenta hoje cedo
O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., negou neste sábado ter recebido propina de programas realizados pelo ministério por meio de ONGs. Ele disse ter conversado pela manhã por telefone com a presidenta Dilma Roussef, que pediu a ele para continuar tocando os projetos da pasta. Silva está em Guadalajara, no México, onde na sexta-feira à noite acompanhou a cerimônia de abertura dos Jogo Pan-Americanos.

“Foram publicadas mentiras e pretendo acionar judicialmente os envolvidos. Rechaço todas as afirmações e pode haver objetivos políticos atrás dessas denúncias. Já conversei com José Eduardo Cardozo ( ministro da Justiça ) para a abertura de um inquérito, não há provas”, disse Silva.

Em entrevista à revista, o policial militar João Dias Ferreira – que integra um grupo de cinco pessoas presas no ano passado sob acusação de desviar recursos de um programa federal ligado à pasta – afirmou que Orlando teria recebido pessoalmente remessas de dinheiro oriundo do esquema na garagem do Ministério do Esporte.

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Orlando Silva admitiu que alguns repasses para ONGs tiveram problemas, mas disse que investigou todas as acusações que chegaram à pasta. Ele contou que desde janeiro de 2011 foi alterada a forma de envio de dinheiro para projetos ligados ao esporte: “São convênios públicos, com prefeituras e governos. Desta maneira é mais fácil gerir o dinheiro do que para entidades privadas”, disse Silva Jr. O ministro disse que um dos convênios apresentados pelos acusadores teve irregularidade encontrada e que R$ 30 mil foram devolvidos aos cofres públicos por meio da tomada de contas especial.

Silva disse conhecer pessoalmente João Dias Ferreira, mas que participou apenas de uma audiência com ele, em 2004 ou 2005 (ele não recorda precisamente), a pedido do então ministro do Esporte, hoje governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ambos são do PC do B, partido que, segundo a revista, coordena o esquema de pagamento de propina. “O outro que acusa ( Celso Soares Pereira ) nunca vi. Ele nem sabe a minha altura, provavelmente.”

Orlando Silva demonstrava bom humor, apesar das acusações. Brincou com os jornalistas que todos perderiam as provas do Pan e disse que manterá sua agenda – neste sábado terá uma reunião, à tarde, com ministros de Esportes do Mercosul. O retorno para o Brasil está previsto para a noite deste sábado e, a princípio, não há reunião marcada com a presidenta Dilma.

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