Ministro do Esporte marca entrevista coletiva após reunião na Casa Civil em que prestou esclarecimentos a cinco ministros

Orlando na apresentação do modelo de fiscalização pelo Tribunal de Contas, em junho
Agência Brasil
Orlando na apresentação do modelo de fiscalização pelo Tribunal de Contas, em junho
Após uma reunião na Casa Civil, o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), ganhou tempo para tentar se segurar no cargo em meio a denúncias de corrupção dentro da sua pasta. Ele pediu ao Ministério Público Federal para investigar o caso e marcou uma entrevista coletiva para tentar, mais uma vez, se explicar.

Como o Poder Online antecipou, além de Gleisi, mais ministros participaram do encontro que ocorreu por uma hora na Casa Civil. Entre eles, estava o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). Respaldado pelos colegas, o ministro marcou uma entrevista para as 17 horas. Mais cedo, Gleisi já havia saído em defesa do ministro. Ela disse estar satisfeita com a forma como Orlando tem se explicado.

Outros três ministros também deram declarações favoráveis a Orlando: José Eduardo Cardozo (Justiça), o do Carlos Lupi (Trabalho), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). 

O movimento demonstra uma tentativa de blindagem , principalmente por conta das pressões da oposição. Amanhã, Orlando deve ir ao Congresso prestar esclarecimentos.

Em nota divulgada no site do Ministério do Esporte, Orlando também comunicou o pedido de abertura de inquérito sobre as acusações de uma policial militar do Distrito Federal. Ex-candidato a deputado distrital pelo PC do B, João Dias Ferreira acusa Orlando de receber até 20% propina em esquema na pasta.

“É mais uma iniciativa para que todos os fatos sejam esclarecidos e que fique claro que as supostas denúncias não passam de mentiras e calúnias, feitas por um cidadão que está sendo processado pela Justiça”, afirmou o ministro. O ofício do ministro foi encaminhado o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

CBF

Entre os palacianos, há uma análise de que as denúncias contra Orlando surgem no momento em que está prester a ser divulgada a abertura de um inquérito contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que tem estado em pé de guerra com o governo por conta da organização da Copa do Munto em 2014.

Segundo o iG apurou, a investigação refere-se, sobretudo, à partida entre Brasil e Portugal, realizada em Brasília, em novembro 2008. O Ministério Público viu indícios de superfaturamento e fraudes na partida que comprada com recursos do Governo do Distrito Federal, na época comandada por José Roberto Arruda (ex-DEM). 

Com informações do iG São Paulo e Agência Estado

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