Orlando ganha tempo e pede para procurador-geral investigar caso

Ministro do Esporte marca entrevista coletiva após reunião na Casa Civil em que prestou esclarecimentos a cinco ministros

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Agência Brasil
Orlando na apresentação do modelo de fiscalização pelo Tribunal de Contas, em junho
Após uma reunião na Casa Civil, o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), ganhou tempo para tentar se segurar no cargo em meio a denúncias de corrupção dentro da sua pasta. Ele pediu ao Ministério Público Federal para investigar o caso e marcou uma entrevista coletiva para tentar, mais uma vez, se explicar.

Como o Poder Online antecipou, além de Gleisi, mais ministros participaram do encontro que ocorreu por uma hora na Casa Civil. Entre eles, estava o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). Respaldado pelos colegas, o ministro marcou uma entrevista para as 17 horas. Mais cedo, Gleisi já havia saído em defesa do ministro. Ela disse estar satisfeita com a forma como Orlando tem se explicado.

Outros três ministros também deram declarações favoráveis a Orlando: José Eduardo Cardozo (Justiça), o do Carlos Lupi (Trabalho), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). 

O movimento demonstra uma tentativa de blindagem , principalmente por conta das pressões da oposição. Amanhã, Orlando deve ir ao Congresso prestar esclarecimentos.

Em nota divulgada no site do Ministério do Esporte, Orlando também comunicou o pedido de abertura de inquérito sobre as acusações de uma policial militar do Distrito Federal. Ex-candidato a deputado distrital pelo PC do B, João Dias Ferreira acusa Orlando de receber até 20% propina em esquema na pasta.

“É mais uma iniciativa para que todos os fatos sejam esclarecidos e que fique claro que as supostas denúncias não passam de mentiras e calúnias, feitas por um cidadão que está sendo processado pela Justiça”, afirmou o ministro. O ofício do ministro foi encaminhado o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

CBF

Entre os palacianos, há uma análise de que as denúncias contra Orlando surgem no momento em que está prester a ser divulgada a abertura de um inquérito contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que tem estado em pé de guerra com o governo por conta da organização da Copa do Munto em 2014.

Segundo o iG apurou, a investigação refere-se, sobretudo, à partida entre Brasil e Portugal, realizada em Brasília, em novembro 2008. O Ministério Público viu indícios de superfaturamento e fraudes na partida que comprada com recursos do Governo do Distrito Federal, na época comandada por José Roberto Arruda (ex-DEM). 

Com informações do iG São Paulo e Agência Estado

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