Oposição tentará investigar Palocci em São Paulo

Líderes prometem protocolar ainda nesta semana nova representação, com assinaturas de integrantes do PSDB, DEM, PSOL e PMDB

Nara Alves, iG São Paulo |

Mesmo após a queda de Antonio Palocci, que deixou a Casa Civil na última terça-feira , a oposição fará mais uma tentativa de investigar as suspeitas de improbidade administrativa levantadas por reportagens contra o ex-ministro. A estratégia agora é tentar transferir o caso para o Ministério Público de São Paulo, já que em Brasília as representações foram arquivadas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Para isso, a oposição promete protocolar até amanhã mais uma representação contra o ex-ministro.

Para o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, recorrer ao MP-SP é a única alternativa que resta à oposição na tentativa de investigar as suspeitas contra o ex-ministro. “Não haverá CPI ( Comissão Parlamentar de Inquérito ) nem conseguiremos convocar Palocci no Congresso”, disse. O senador tucano diz contar com o apoio de líderes do DEM, do PSOL e do PMDB. No PSDB, no entanto, nomes como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal nome da oposição no Congresso, afirmam que a saída de Palocci estanca a crise política no governo .

Desta vez, a representação será protocolada em São Paulo por ser o Estado em que se encontra o imóvel que foi tema de reportagem da revista Veja , na qual se baseia o requerimento da oposição. A ação pede a investigação sobre o aluguel do apartamento onde Palocci mora, que estaria registrado em nome de uma empresa de fachada.

De acordo com o texto da representação, “parece clara a prática de fraude mediante simulação". "Os indícios apontam, com grande vigor, para a prática de atos simulados que tinham como objetivo a fruição, pelo ex-ministro, do imóvel, sem que seu nome aparecesse ligado à propriedade do bem. Tal conduta importa, em tese, o cometimento de atos definidos como improbidade administrativa", propõe o texto da representação. Ainda segundo o documento, "o ministro deixou de observar, pelo menos, os deveres de honestidade e de obediência à legalidade”.

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