Deputados da oposição colocam em suspeição o recuo do secretário nas declarações de que um prefeito teria lhe oferecido propina

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Partidos de oposição na Assembleia Legislativa querem ouvir, no Conselho de Ética da Casa, o secretário de Meio Ambiente e deputado licenciado, Bruno Covas (PSDB), sobre o suposto esquema de venda de emendas parlamentares. A decisão de apresentar requerimento para convocá-lo foi tomada ontem pelas bancadas do PT e do PSOL.

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O deputado Carlos Giannazi (PSOL) colocou em suspeição o recuo do secretário nas declarações de que um prefeito lhe teria oferecido propina para o recebimento de emendas.

"O Bruno Covas tem que denunciar. Ninguém acreditou no que ele falou, nisso de ter voltado atrás. Tem a gravação do áudio. Agora ele tem que assumir e denunciar. Ele é um deputado estadual e o deputado estadual é um fiscal", afirmou Giannazi.

O líder do PT, ?nio Tatto, vê "gravidade" na providência que o secretário de Meio Ambiente diz ter adotado quando o prefeito lhe ofereceu R$ 5 mil. Covas afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo ter dito ao prefeito que doasse o dinheiro para uma Santa Casa. "O deputado tomou uma decisão muito grave, que foi pedir para doar para uma instituição. Acho errado", afirmou Tatto.

Na avaliação do líder do governo, deputado Samuel Moreira (PSDB), não há necessidade de convocação do secretário. "Ele não é denunciante nem réu. Não fez uma denúncia e nem está sendo acusado de nada. Precisa ver se há fundamento nisso", disse.

Além de Covas, o PT vai apresentar ao Conselho de Ética requerimentos convocando os deputados Roque Barbiere (PTB), pivô das acusações, e Major Olímpio (PDT), que relatou ao jornal ter ouvido, de um dirigente de uma associação, que há na Casa deputados que usavam artifícios para desviar parte do valor das emendas.

A bancada petista decidiu também propor a instalação de uma CPI para investigar o suposto esquema de venda de emendas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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