Pela redação atual da proposta, parlamentares ficam impedidos de de discutir os reajustes do salário mínimo

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Os partidos de oposição anunciaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que o salário mínimo seja reajustado por decreto. O projeto de lei aprovado no início desta madrugada pela Câmara estabelece que o reajuste do mínimo será feito por decreto daqui para a frente, obedecidos os preceitos estabelecidos na lei - PIB de dois anos anteriores mais taxa de inflação.

Do jeito que a proposta foi redigida, os parlamentares perdem a prerrogativa de discutir os reajustes do salário mínimo. Uma emenda do PPS tentou modificar o projeto, mas o governo venceu. Votaram a favor do texto 350 deputados, 117 contrários e 2 abstenções.

"Vou ao Supremo. Essa casa não vem se dando ao respeito de não deter o Executivo quando tira competências do Legislativo", afirmou o presidente do PPS, Roberto Freire (SP). Ele recebeu o apoio de Sílvio Costa (PTB-PE), da base do governo. "Não podemos permitir tamanha insensatez do Poder Executivo", afirmou Costa.

Com essa fórmula, a presidenta Dilma Rousseff conseguiu livrar-se da desgastante discussão do salário mínimo em todo início de ano, o que é feito desde 1988, por imposição constitucional (artigo 7º, item 4).

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