Pasta é acusada de fraudar documentação em operação que elevou custos de obra da Copa do Mundo de 2014

selo

A oposição vai pedir investigação do Ministério Público e uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a denúncia de fraude em uma obra de mobilidade urbana em Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de hoje mostrou que um parecer técnico do Ministério das Cidades foi alterado para dar aval a um aumento de R$ 700 milhões na previsão de gastos ao trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Entenda o caso: Fraude no Ministério das Cidades encarece obra da Copa

Operação teve aval do chefe de gabinete do ministro Mário Negromonte
AE
Operação teve aval do chefe de gabinete do ministro Mário Negromonte
O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), afirmou que vai protocolar junto ao Ministério Público Federal do Distrito Federal um pedido de ação civil pública contra o ministro das Cidades, Mário Negromonte, e as duas servidoras que teriam realizado a fraude. Será pedido ainda ao MP que solicite o afastamento destas três pessoas. "É mais uma tramoia da República. É incrível a criatividade dessa gente", comentou Nogueira.

Os tucanos vão cobrar ainda a aprovação de requerimentos na Comissão de Fiscalização e Controle para a convocação de Negromonte. Antes dessa denúncia, a oposição já tinha pedido a presença do ministro para explicar acusações de irregularidades no programa Minha Casa, Minha Vida e denúncias de pagamento de mesada a parlamentares do PP, partido de Negromonte. O partido estuda ainda um requerimento de convite para Higor Guerra, o assessor técnico que fez o primeiro parecer, contrário ao aumento de gastos, e que acabou deixando a pasta por se recusar a alterar seu trabalho.

O PPS, por sua vez, vai protocolar hoje na Comissão de Fiscalização e Controle um pedido para que o Tribunal de Contas da União também investigue a denúncia. A ação será feita por meio de um pedido para a criação de uma Proposta de Fiscalização e Controle, que precisa ser aprovada pela comissão. "Se realmente houve uma fraude, é preciso que eles determinem a anulação de todo esse processo", defendeu o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.