Oposição ouve denunciante enquanto ministro fala no Congresso

DEM, PSDB e PPS ouvem o policial militar que denunciou esquema no Esporte em vez de participar de audiência com Orlando Silva

iG São Paulo |

A oposição realiza nesta tarde uma reunião informal com o policial militar João Dias Ferreira, que acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de receber propina de contratos do programa Segundo Tempo . O encontro ocorre na mesma hora em que Orlando Silva participa de audiência pública de duas comissões da Câmara para prestar esclarecimentos.

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Para os líderes de DEM, PSDB e PPS, é mais importante ouvir o acusador do que o ministro, neste momento. "O depoimento do Orlando Silva vai ser um circo armado para abafar as acusações contra o ministro. O roteiro governista é tentar desqualificar o denunciante, quando o mais adequado é ouvi-lo antes do ministro", disse o líder tucano, Duarte Nogueira (SP).

AE
Policial contradisse versão de Orlando Silva sobre encontro

A intenção dos oposicionistas é fazer uma espécie de reunião paralela. Alguns dos parlamentares ficam na sabatina com Orlando Silva enquanto as lideranças conversam com João Dias. Isso pode propiciar munição para questionamentos ao ministro.

Além dessa ação, a oposição tenta avançar na investigação em diversas frentes. Já foram protocoladas ações na Procuradoria-Geral da República, na Polícia Federal e na Controladoria-Geral da União. Hoje, o PSDB encaminhou uma representação para a Comissão de Ética da Presidência da República pedindo o afastamento de Orlando.

O DEM, por sua vez, tenta marcar um encontro no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar como andam as investigações sobre as fraudes no programa Segundo Tempo, denunciadas pelo Estado no começo do ano. O líder, ACM Neto (BA), apresentou ainda um requerimento de informações pedindo cópia da agenda do ministro em 2008. Nesse ano, João Dias diz ter se encontrado com Orlando para a realização de um acordo. O ministro nega.

O policial que fez a denúncia chegou a ser preso no ano passado devido à suspeita de desvio de recursos em dois convênios assinados com o ministério. Ontem, o ministro do Esporte afirmou ter se encontrado com ele antes da celebração do convênio por recomendação de Agnelo Queiroz, ex-ministro e atual governador do Distrito Federal.

(Com informações da Agência Estado)

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