Oposição opta por esticar desgaste político de Palocci

Cinco requerimentos da oposição foram negados durante o expediente de hoje nas comissões do Senado

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Sem número suficiente de votos para aprovar a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a oposição adotou a estratégia de esticar o desgaste político dele. Por atuação dos deputados do DEM, do PSDB e do PPS, os requerimentos de convocação apresentados por esses partidos, nas comissões de Fiscalização e Controle e de Agricultura, foram adiados. A oposição quer que o ministro explique o aumento de seu patrimônio e as atividades da Projeto, empresa de sua propriedade.

Foram protocolados hoje cinco requerimentos e em todas os casos, a falta de quórum contribuiu para a rejeição. Dos cinco, três solicitavam audiência pública e a convocação do ministro para explicar o aumento de seu patrimônio nos últimos quatro anos e da Projeto. O quarto pedia a convocação do presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, para esclarecer os motivos pelos quais o colegiado decidiu não investigar a evolução patrimonial de Palocci.

Um quinto requerimento da oposição rejeitado pelos governistas pedia a presença do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, para explicar os mecanismos de fiscalização adotados para verificar as movimentações financeiras "atípicas" e a legalidade da evolução patrimonial de Palocci.

Oposição recua diante da derrota

Na parte da manhã, durante reunião da comissão de Fiscalização, os discursos se prolongaram até o início das votações no plenário da Câmara, a chamada ordem do dia, quando as comissões precisam encerrar seus trabalhos. O governo levou sua tropa de choque para impedir a aprovação dos requerimentos. Ao contrário do verificado na semana passada, quando impediu a votação dos requerimentos, o governo, dessa vez, tinha pressa para votar e derrubar os pedidos de convocação.

"A ausência do ministro para prestar esclarecimentos só faz crescer a suspeita de que a consultoria virou uma lavanderia. Resta saber se é uma lavanderia para tráfico de influência ou lavanderia para cobrir gastos de campanha de Dilma Rousseff ", afirmou o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). A comissão de Fiscalização e Controle fará nova reunião nesta tarde, quando os requerimentos de convocação de Palocci estarão novamente na pauta.

AE
O líderes Alvaro Dias (PSDB) e Demóstenes Torres (DEM) observam o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), após o cancelamento da sessão, ontem no Senado

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