Oposição inicia coleta de assinaturas para CPI da Corrupção

Intenção é ampliar as investigações para além dos Transportes e abarcar as denúncias que envolvem Agricultura e Turismo

AE |

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Diante de mais um escândalo de corrupção no governo Dilma Rousseff , agora no Ministério do Turismo , a oposição iniciou hoje um movimento para coletar assinaturas em favor de uma CPI da Corrupção para investigar as denúncias em diversos órgãos. A intenção é ampliar o foco para além dos Transportes, que era o objetivo inicial. Segundo o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), a nova tentativa poderá ser de uma investigação mista ou apenas no Senado. "Esses fatos não são isolados. Existe uma corrupção endêmica no governo e para esclarecer isso só existe um caminho que é realizar uma CPI da Corrupção, que pode ser mista ou só no Senado", afirmou.

Divulgação/Max Haack/Agência Haack
ACM: "quem não apoiar está fugindo da responsabilidade"
Segundo o líder do DEM na Câmara, a intenção da oposição é constranger parlamentares do PMDB, PR, PTB, PP e outros citados nas denúncias e assim fazer com que assinem a CPI. "A forma desses partidos saírem da acusação é assinar a CPI. Todo mundo que quem não apoiar está fugindo da responsabilidade, inclusive a presidente da República, se realmente está interessada em fazer uma limpeza". A oposição admite ter dificuldade numérica para conseguir instalar a investigação, mas acredita que a "fragilidade" do PMDB com dois ministros na berlinda - Wagner Rossi (da Agricultura) e Pedro Novais (do Turismo) - pode ajudar na empreitada.

Além da CPI, a Procuradoria-Geral da República será acionada para investigar o caso do Ministério do Turismo. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), informou que fará uma representação pedindo a investigação. Os tucanos tentarão ainda convocar Pedro Novais e o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage. Para Nogueira, o cotidiano de denúncias de corrupção não pode fazer com que um caso se sobreponha a outro. "Todo dia tem uma nova denúncia. A exceção não existe mais, a regra é a irregularidade e tudo tem de ser investigado."

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