Valores, desviados de obras em refinarias e três estados, foram pagos entre 2007 e 2012 a dois ex-diretores da Petrobras

Refinaria de Abreu e Lima, de onde teriam saído propinas para a Camargo Corrêa
Divulgação/Petrobras
Refinaria de Abreu e Lima, de onde teriam saído propinas para a Camargo Corrêa

O vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, admitiu em delação premiada aos investigadores da Operação Lava Jato  o pagamento R$ 110 milhões em propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato Duque  e Paulo Roberto Costa, segundo o jornal O Globo. O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, também assinou o termo de colaboração.

Os valores, de acordo com a reportagem, foram desviados de obras nas refinarias de Araucária (Repar), no Paraná,  Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Henrique Lage (Revap), São Paulo, e pagos entre 2007 e 2012.

Segundo Avancini, a Camargo utilizava contratos frios com uma firma de consultoria também investigada na Lava Jato para lavar dinheiro da propina. O presidente da empreiteira admitiu o pagamento de R$ 20 milhões a essa empresa, sem que nenhum serviço fosse prestado.

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Em uma visita de Avancini, Duque teria relatado ao presidente da Camargo que havia desconforto em fechar contratos com a empreiteira, alvo da Operação Castelo de Areia, em 2009.

Procurada, a Camargo Corrêa informou em nota que permanece à disposição das autoridades e que não comentará os termos de colaboração. A Petrobras não respondeu imediatamente ao e-mail enviado na tarde deste sábado (18). O iG não conseguiu contato com os advogados de Leite, Avancini, Costa e Duque.

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