De perfil discreto, Teori Zavascki será o principal avalista da Lava Jato

Por Vasconcelo Quadros - enviado a Brasília |

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Ministro que assume a dianteira do processo sobre desvios na Petrobras é avesso a entrevistas e conhecido pela tranquilidade

Com perfil discreto e avesso a comentários ou entrevistas, o ministro Teori Zavascki é o grande avalista da Operação Lava Jato. Seu silêncio sobre os casos que chegam a seu gabinete tem uma razão técnica: ele odeia a ideia de tornar-se "impedido" de julgar por antecipar alguma opinião em entrevista. 

Zavascki: avesso a entrevista  é receio de se ser impedido de julgar por ter antecipado opinião
Alan Sampaio / iG Brasília
Zavascki: avesso a entrevista é receio de se ser impedido de julgar por ter antecipado opinião

Zavascki mantem-se fiel ao perfil essencialmente técnico que levou a presidente Dilma Rousseff a nomeá-lo em 2012, contrariando a expectativa de políticos que queriam alguém próximo ao PT. O estilo usado para amparar as decisões é responsável, por exemplo, pela falta de questionamento do Ministério Público Federal quando decidiu soltar - e depois manter em liberdade - o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, indicado pelo PT, e suspeito de fazer o elo entre empreiteiras e o tesoureiro e operador do PT, João Vaccari Neto.

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Sua postura pode ser medida pela tranquilidade com que vem se comportando desde quarta-feira (4), quando o procurador da República, Rodrigo Janot, encaminhou os pedidos de inquérito a seu gabinete. Zavascki chegou a irritar-se com a notícia de um jornal que, duas horas antes de os documentos chegarem a seu gabinete, informava, equivocadamente, que ele já havia recebido a maçaroca de documentos enviados por Janot. “Os documentos chegaram as 20h11”, informou o ministro, para demonstrar que a notícia, publicada às 18h, não estava correta.

Zavascki prefere falar nos autos e neles é crítico, mesmo quando recorre às entrelinhas. No despacho em que atendeu todos os pedidos de Janot, não deixa, no entanto, de demonstrar uma certa estranheza com os pedidos de arquivamentos explicando que, por partir de quem acusa, são irrecusáveis pelo Tribunal, ainda que esse "possa eventualmente considerar improcedentes as razões invocadas."

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