Presidente da legenda anunciou ações cíveis e criminais contra o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco

Rui Falcão, presidente nacional do PT
Allan Sampaio/iG Brasília
Rui Falcão, presidente nacional do PT

O presidente do PT, Rui Falcão , anunciou na tarde desta quarta-feira (11) em São Paulo uma série de medidas judiciais e administrativas para defender o partido das suspeitas de recebimento de propina desviada da Petrobras.

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Contra o delator Pedro Barusco, ex-gerente da estatal que afirmou ter captado mais de R$ 100 milhões posteriormente repassados ao PT, o partido entrará com ações criminais e cível, para tentar responsabilizá-lo por acusações falsas e cobrar ressarcimento por danos morais.

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Falcão disse que o partido encaminhará representação ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para que sejam investigadas suspeitas de vazamento seletivo das investigações e atuação parcial de delegados que atuam no inquérito.

Também encaminhará uma petição no mesmo sentido ao Conselho Nacional do Ministério Público Federal questionando o estilo de investigação adotado pelos procuradores da República. O PT também pedirá providências ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre eventuais desvios de policiais no caso.

O presidente do PT voltou a afirmar que as doações feitas ao partido foram legais e estão declaradas à Justiça Eleitoral. Ele defendeu o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, afirmando que este não “embolsou” nenhuma propina.

Falcão diz que as declarações de Barusco deixam claro que a força tarefa da Lava Jato não se aprofundou sobre a existência do mesmo esquema de propina desde 1997, portanto, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo o dirigente, as acusações contra o PT são genéricas e não indicam “quando, aonde e por quê” teriam sido feitos repasses da propina ao partido.


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