Presidenta vai discutir temas como comércio, energia e educação e deverá manifestar a Obama posição a favor de Cuba

Dilma na chegada ao Hotel Four Seasons para participar de reunião
AE
Dilma na chegada ao Hotel Four Seasons para participar de reunião
A presidenta Dilma Rousseff se reunirá nesta segunda-feira na Casa Branca com seu colega dos Estados Unidos, Barack Obama, para revisar uma ampla agenda bilateral com especial atenção na cooperação em comércio, energia e educação.

Diplomacia: Dilma chega aos EUA para discutir educação, comércio e 'temas globais'

Dilma chegou na tarde de domingo a Washington e se reuniu com um grupo de empresários brasileiros para preparar o fórum de altos executivos realizado hoje com empresas americanas, segundo indicaram à Agência Efe fontes diplomáticas brasileiras.

Nesta segunda-feira por volta do meio-dia terá uma reunião bilateral com Obama para falar de como seguir trabalhando "para fazer crescer os vínculos comerciais, econômicos, em educação e inovação entre os dois países", segundo a Casa Branca.

Fontes oficiais disseram à Efe que Dilma manifestará a Obama sua "convicção", compartilhada com a maioria dos países latino-americanos, que esta deveria ser a última cúpula americana sem Cuba.

A presidenta fará um discurso pela tarde na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, dentro de um fórum empresarial entre ambos países do qual também participarão a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

O Brasil foi até o ano passado o maior parceiro comercial dos EUA, mas agora é a China o principal destino das exportações brasileiras. Por isso, tanto Obama como Dilma querem reativar o comércio bilateral e aos EUA interessam muito também beneficiar-se do potencial energético do Brasil, no momento em que o encarecimento da gasolina preocupa os cidadãos americanos.

Enquanto isso, o Brasil, que se transformou recentemente na sexta economia do mundo , se preocupa por não contar com os técnicos e profissionais necessários para aproveitar as oportunidades abertas em nível global. Para suprir essa carência, o Governo Federal se propõe a enviar 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação às 50 melhores universidades do mundo e pelo menos 20% deles irão aos EUA, em parte graças à cooperação oferecida pela Administração de Obama.

Essa vertente receberá atenção especial na terça-feira, quando Dilma se deslocará a Boston, onde, entre outras atividades, realizará uma conferência na prestigiada Universidade de Harvard . Além do comércio e a educação, a visita da presidenta também pode ser uma oportunidade para que Obama peça ao Brasil "apoio a sanções mais profundas ao Irã" por seu programa nuclear, de acordo com um relatório do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS).

Obama acredita que as sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia (UE) ao Irã por seu programa nuclear estão funcionando, enquanto Dilma já questionou recentemente essa efetividade. O outro assunto no qual as divergências entre Obama e Dilma são evidentes é a participação de Cuba na Cúpula das Américas, à qual ambos líderes comparecerão no próximo final de semana em Cartagena, na Colômbia.

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