Entidade apurará se houve ¿conduta incompatível com o exercício ético¿ da advocacia e estenderá investigação a advogados de Roriz

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Distrito Federal (OAB-DF), vai investigar as denúncias de negociação para contratação do genro de Ayres Britto, o advogado Adriano Borges, para defender o ex-governador Joaquim Roriz no julgamento da Lei da Ficha Limpa.

Vídeos exibidos em primeira mão pelo iG revelam que Borges e Roriz chegaram a discutir o valor dos honorários do advogado. Se fosse fechado, o contrato impediria o ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), de participar da votação da Ficha Limpa.

A apuração foi determinada esta sexta-feira pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-DF, que conduzirá a investigação, analisará se houve conduta incompatível com o exercício ético da advocacia. Além de Borges, a entidade estenderá a apuração aos advogados de Roriz.

Em nota divulgada no site da OAB, Cavalcante manifestou solidariedade a Ayres Britto. Na mensagem, o presidente da entidade diz que está “convencido que o ministro Ayres Britto não teve conhecimento das negociações”.

Em entrevista ao iG , Britto disse que a conversa do genro com Roriz foi uma “maluquice”. O ministro assinalou ainda que não autorizou negociações de Borges com o ex-governador.

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