'O governo não irá abraçar a corrupção', diz Dilma

Presidenta promete 'combate sistemático' a denúncias, mas diz que governo não se pautará pela mídia

iG São Paulo |

Em meio às sucessivas denúncias de corrupção que atingem a Esplanada dos Ministérios, a presidenta Dilma Rousseff prometeu nesta terça-feira que o governo vai agir de forma sistemática contra desvios de conduta.

Dilma, que já perdeu dois ministros nos últimos meses em decorrência de escândalos , comandou uma extensa faxina nos Transportes e agora assiste ao surgimento de novas denúncias, em pastas como a Agricultura . Apesar das declarações, a presidenta ponderou que a ação do governo não será pautada exclusivamente apenas pela imprensa.

"Nós combateremos sistematicamente. O governo não irá abraçar nenhum caso de corrupção, mas o governo também não irá se pautar por medidas midiáticas no combate à corrupção. Nós combateremos efetivamente", disse presidenta. As declarações foram dadas logo após a cerimônia de lançamento da nova política industrial do governo, batizada de Brasil Maior.

Agência Brasil
Dilma discursa na cerimônia de lançamento do Plano Brasil Maior, nova política industrial

Estímulo à indústria

"É preciso proteger nossa economia, nossa força produtiva, nosso mercado consumidor e o emprego", afirmou. "É preciso defender nossa indústria e nosso emprego de uma guerra cambial que tenta reduzir o nosso mercado interno que foi construído com esforço e dedicação", afirmou. A presidente salientou que o governo está lançando o programa como estímulo à indústria. "É urgente discutir questões tributárias para o estímulo produtivo e emprego", disse. "O nosso desafio é fazer esse trabalho sem recorrer ao protecionismo ilegal", afirmou Dilma. "Não recorremos a protecionismo que nos prejudica e criticamos."

Dilma fez um balanço do cenário econômico e alertou que o País não está imune às turbulências. "O Brasil tem capacidade para enfrentar a crise, mas não pode se declarar imune aos seus efeitos", observou. A presidente disse que o País tem 60% a mais de reservas em relação aos patamares de 2008, ano em que houve o recrudescimento da crise financeira internacional. "Assim como em 2008, o momento atual exige coragem e ousadia", destacou. Ela fez referências à situação dos EUA. "Tudo indica que o Congresso americano aprova hoje um pacote de medidas que amplia a capacidade de endividamento dos EUA. Isso evitaria o pior, mas o mundo viverá período de tensão", disse Dilma, ressaltando, contudo, que a insegurança no mercado internacional continua. "O mundo vive problemas de insensatez e supremacia de ambições regionais ou corporativas", afirmou.

"Há um excesso de liquidez de países ricos em relação a países em desenvolvimento, que gera desequilíbrio cambial. E a instabilidade lá fora vai continuar", previu. "Brasil tem condições de enfrentar crise prolongada", afirmou.

*Com informações do Valor Online e Agência Estado

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