Nos bastidores, guarda feminina se prepara para escolta de Dilma

Grupo de seis seguranças femininas que acompanharão Dilma teve uma rotina dura de preparação para a escolta

Andréia Sadi, iG Brasília |

Foram seis meses de uma rotina corrida, de viagens do norte ao sul do País e muito trabalho em equipe. Escaladas para reforçar a segurança da então candidata petista à Presidência, agentes da Polícia Federal se revezaram em turnos para garantir um cerco a Dilma Rousseff durante comícios, carreatas e caminhadas na campanha eleitoral. Hoje, dia 1º , as agentes vão reviver a correria da campanha eleitoral, mas desta vez farão a escolta da primeira presidenta eleita do Brasil.

O legado de Lula: As conquistas e os desafios herdados por Dilma Rousseff.

Convocadas a pedido da própria Dilma, um grupo de seis mulheres fará a escolta da presidenta no percurso em que o Rolls Royce levará a petista da Catedral ao Congresso e Planalto. São elas: Jane Dantas, Flávia Bastos, Ana Paula Paes Leme, Lícia Seibt , Cristiane Costa e Leila Laranja. Para aguentar a maratona, as meninas passam por treinamento pesado, malhação diária e alimentação turbinadas, mas hoje a preparação é diferente: o salão de beleza.

null"A gente está aqui se arrumando para ela, tá? Para a gente tentar ficar no nível dela: poderosa, guerreira e lindona ela né? ", brinca Jane, a veterana da equipe, de 47 anos, ao ser arrumada nesta manhã por Adriana, dona do salão Antonia Teixeira, estúdio de beleza em Brasília (DF).

Jane fez a escolta de Dilma desde o começo da campanha eleitoral. Casada com Silvio, que também é federal, ela conta que a saudade dos dois filhos, Nicole, 14, e Pedro, 22, era o mais difícil na correria, mas amenizada quando coincidia de estar na mesma agenda do marido. "A gente sempre arruma um tempo para namorar", contou ao iG .

A caçula da equipe das seis, Flavia Bastos, a Flavinha, como é chamada pelo grupo, disse que o treinamento pesado e viagens da campanha incomodaram um pouco o marido, advogado, mas que a sensação de missão cumprida é a recompensa para o casal. Flavinha, de 30 anos, e Jane contam que, nos bastidores, Dilma é uma "mãezona" para as federais. "Uma vez na campanha, estava muito seco. Dilma disse, minha filha, você se hidratou? Ela fala isso, né minha filha? Ela se preocupava com a gente", relembrou Flavia.

Na memória de Jane, uma brincadeira da presidenta: "Eu fui buscá-la no aeroporto, estava com uma calça camuflada e ela: Jane, vamos desfilar que eu adorei essa roupa e começa brincar", disse a bem-humorada segurança federal.

Com Dilma na Presidência, a rotina do Planalto. Além da segurança femininas, os ajudantes de ordens – responsáveis por providenciar qualquer coisa de que ela precise e por acompanhar a presidenta 24 horas por dia – será formada por quatro mulheres, duas oficiais da Marinha (uma que atuará na coordenação), uma do Exército e uma da Aeronáutica, como é de costume.

São elas que vão carregar o chamado kit sobrevivência de Dilma, com toalha, remédios, água e o que mais for preciso. Elas cuidarão ainda da roupa da presidenta, organizarão seu quarto em viagens, antes da chegada da chefe de Estado, e receberão presentes inusitados de simpatizantes. A equipe se reveza. Nas viagens são dois a serviço da presidenta. Um ajudante segue viagem antes para preparar quarto e cuidar da burocracia de documentos e informações. Outro acompanha a presidenta.


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