No Rio Grande do Sul, PP não vai participar do governo de Tarso

Reunião na quarta-feira definiu partido como oposição

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre |

Apesar dos esforços petistas e de algumas lideranças que pretendiam conquistar cargos no governo do Rio Grande do Sul, o PP definiu ontem que estará na oposição durante os quatro anos em que Tarso Genro (PT) estiver à frente do Palácio Piratini.

A reunião de ontem discutiu aspectos positivos e negativos de agregar-se ao governo, mas prevaleceu a ideia de manter uma oposição “responsável”. Dessa forma, entende o partido, o PT precisará ouvir mais os progressistas do que se estes estivessem juntos com Tarso.

O cálculo envolve trocas, cargos e compensações, e é o seguinte: estando no governo, o PP ganharia um ou dois cargos, no máximo, e o PT se sentiria à vontade para cobrar votações favoráveis a seus projetos dos deputados do PP. Estando fora do governo, será o “fiel da balança”, ou seja, Tarso precisará negociar com o partido para ter seus projetos aprovados. Nessas negociações podem entrar reivindicações dos prefeitos do PP, muitos dos quais eram favoráveis ao ingresso no governo.

Além disso, pesa também a ideia, que já vem sendo lançada no ar por parte da imprensa gaúcha, da candidatura da senadora recém eleita Ana Amélia Lemos ao Piratini em 2014. Fora do governo, seria mais fácil para ela colocar-se como uma nova opção ao governo do Estado.

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