No Rio e em Brasília, morte de Alencar vira assunto e muda rotina

Notícia sobre ex-vice-presidente leva a "congestionamento" em bancas de jornais cariocas e provoca filas para velório na capital

Agência Brasil |

A morte do ex-vice-presidente José Alencar, de 79 anos, fez muitas pessoas pararem em frente às bancas de jornal para ler as notícias na manhã de hoje (30) no Rio de Janeiro. Nas conversas nos pontos de ônibus e nas padarias, a lembrança do ex-vice-presidente e da sua luta contra o câncer viraram assunto. Para muitos, Alencar parecia ser uma pessoa próxima por ter exposto sua fragilidade física e ter um discurso simples e direto.

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Fila de populares para velório em Brasília
“Logo cedo, quando comecei a pendurar os jornais do lado de fora da banca, percebi que as pessoas queriam ler sobre a morte do José Alencar”, disse Paulo Henrique dos Santos, dono de uma banca na Avenida Rio Branco – a principal no centro do Rio. “O Alencar foi uma pessoa lutadora e acho que a batalha dele contra o câncer deve servir de exemplo para muitas pessoas que têm a doença.”

O professor da rede municipal do Rio Celso Ribeiro lembrou da permanente defesa de Alencar por juros mais baixos. “Além de ter sido estratégico para a eleição do presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] no primeiro mandato, todas as vezes que José Alencar falava à imprensa defendia a queda dos juros, mostrando-se a favor do consumidor mais pobre”, disse.

O professor ainda acrescentou que: “Alencar é o nome do resgate da democracia no país e foi uma pena ele não ter participado da posse da presidenta Dilma ( Rousseff ), ao lado do Lula ( ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) ”.

Para a aposentada Maria Neiva Rodrigues, de 84 anos, o ex-presidente cumpriu “sua missão”. “A forma como ele lutou contra o câncer é motivo de orgulho, mas, mesmo com toda a ajuda da medicina, na hora que Deus chama não tem remédio que dê jeito”, disse.

Em Brasília, o velório de Alencar, no principal salão do Palácio do Planalto, cercado por honras militares, foi aberto para o público por volta das 13 horas. Antes, houve uma missa e uma cerimônia reservada para os parentes e amigos do ex-vice-presidente. Admiradores de Alencar enfrentaram horas de espera na fila para poder prestar a última homenagem a ele.

Neise Azevedo, de 78 anos, foi a primeira a chegar em frente ao Palácio do Planalto para enfrentar a fila e entrar no velório de Alencar, no interior do edifício. “José Alencar foi uma pessoa maravilhosa, honesto e digno. Um exemplo para o Brasil”, disse.

Para o estudante do ensino médio Genner Wygh, de 15 anos, o ex-vice-presidente foi responsável por mudanças na política brasileira. “A visão que ficou de José Alencar foi muito boa, nas vezes que ele estava ao lado do Lula, conseguiu mudar a sociedade brasileira.”

O aposentado João Lima Coimbra, de 68 anos, saiu de sua casa, a 30 quilômetros do Palácio do Planalto, para prestar a última homenagem a Alencar. “Para mim, o José Alencar foi um homem público, íntegro, trabalhador e deixou um exemplo de honra.”

A comerciante Maria de Lurdes Rosário, de 67 anos, disse ter saído de sua cidade natal - Urucuia, no interior de Minas Gerais - para homenagear o ex-presidente. “Moro em Minas Gerais, são quatro horas e meia de viagem. Vim a Brasília só para ver José Alencar. Ele nos deu um perfeito exemplo de vida”, disse.

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