Governador de Minas Gerais desconversou sobre 'oposição light' que o PSDB anunciou que faria ao governo federal

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A presidenta Dilma Rousseff (PT) recebeu hoje a visita do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), em encontro no Palácio do Planalto. Segundo ele, tratou-se de uma visita de cortesia, durante a qual foi possível apresentar um relato da situação do Estado após as fortes chuvas do início deste ano.

AE
Dilma Rousseff (d) recebe o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, no Gabinete Presidencial do Palácio do Planalto, em Brasília
Ele agradeceu pelo envio de tropas do Exército às regiões de Minas que estavam isoladas e destacou que o governo mineiro está trabalhando em cooperação com o governo federal para atender as localidades que foram afetadas.

Anastasia afirmou que Minas pediu a liberação de R$ 250 milhões em recursos federais para ajudar as vítimas das chuvas no Estado. Segundo ele, essa reivindicação já está sendo avaliada pelo Ministério da Integração Nacional. "Todas as nossas solicitações ao governo federal foram atendidas, felizmente", disse o governador, negando que o Estado tenha sido esquecido por Brasília em relação ao problema das chuvas, com a concentração das atenções sobre o Rio de Janeiro. "Houve atenção a Minas e acompanhamento permanente, mas o Rio viveu uma tragédia", considerou.

Questionado sobre as primeiras semanas do governo Dilma, ele disse ter "uma avaliação positiva", lembrando o empenho da presidente no apoio às vítimas das chuvas. "Vamos torcer para que tudo dê certo", afirmou.

Sobre as relações entre PSDB e PT, o governador mineiro ressaltou que "questões políticas serão discutidas no Congresso e terão seu tempo e hora adequados". Ao ser perguntado se os tucanos farão uma "oposição light", Anastasia desconversou, dizendo que os governadores do partido reuniram-se recentemente em Maceió e que haverá um novo encontro no início de março. "Há um entendimento de que temos de trabalhar pelo interesse do Brasil e do Estado e a oposição se dará no campo político, quando necessário", afirmou.

Para o governador, a relação administrativa com o governo federal tem de ser boa, como no governo passado. "Temos de pensar em cooperação federativa. A oposição vai se dar no Congresso, no dia a dia, e o meu objetivo aqui é mostrar que o governo de Minas é um governo parceiro nas políticas públicas de interesse do Estado", declarou.

Anastasia informou ainda que, na reunião com Dilma, ela anunciou que abrirá um escritório de representação da Presidência da República em Belo Horizonte. "Será bom para o Estado", disse ele, acrescentando que convidou a presidente para ser oradora oficial em uma cerimônia que ocorrerá em Ouro Preto no dia 21 de abril. Ela teria aceitado o convite.

Sobre a falta de transparência do governo de Minas Gerais em relação às pensões recebidas por ex-governadores, Anastasia disse que segue uma lei estadual que está em vigor. Segundo ele, para que se tenha conhecimento desses dados, basta que haja uma solicitação ou autorização do interessado. "É importante, nesta polêmica, que façam uma comparação de quanto ganha o governador de Minas em relação a outros Estados", comentou, informando que recebe R$ 10,5 mil mensais.

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