No DF, Agnelo exalta Lula e agradece a 'companheiros'

Na cerimônia de posse, novo governador diz que gestões anteriores falharam em pegar carona na administração federal

iG São Paulo |

Ao ser empossado na manhã deste sábado, o novo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, exaltou os avanços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e agradeceu aos "companheiros" de militância. Agnelo, que dispensou o roteiro ensaiado e falou de improviso à plateia que participou da cerimônia, reservou em sua fala um voto de bom ano novo. “Quero desejar em primeira mão um feliz ano novo. Não foi fácil chegar aqui”, disse Agnelo. “Fico feliz em ver tantos companheiros aqui”, completou o novo governador do DF.

Agnelo afirmou que, ao longo dos últimos governos, o Distrito Federal deixou de pegar carona nos avanços obtidos pelo governo Lula. Com isso, disse ele, o “fosso” existente entre a população mais rica do Estado e as camadas mais pobres ficou ainda maior. Antes de tomar posse, Agnelo seguiu o script adotado no primeiro e no segundo turno da eleição deste ano e assistiu a uma missa na companhia de familiares e amigos.

O petista assume o governo do DF após um período turbulento para a capital federal, marcado pelos escândalos deflagrados com a Operação Caixa de Pandora e o chamado Mensalão do DEM, e a prisão do então governador José Roberto Arruda. O substituto de Arruda, Rogério Rosso, gastou mais de R$ 190 milhões em contratos aditivos e emergenciais em pouco mais de um mês de governo, e se viu às voltas com uma epidemia de dengue, greves dos ônibus, metrô e servidores da Universidade de Brasília (UnB).

Após as eleições, a transição de governo também foi marcada por atritos, com reclamações por parte de Agnelo de que sua equipe estaria encontrando dificuldades em coletar documentos do atual governo. Já no final do período, um relatório preparado pelo grupo de transição apontou o que o petista classificou como “herança maldita” do governo. Rosso, por sua vez, afirmou esta semana que deixará um saldo positivo de pelo menos R$ 156, 8 milhões para seu sucessor.

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