Presidente do PT afirma que passada a primeira etapa, ele volta a comandar o partido

O presidente nacional do PT José Eduardo Dutra afirmou, em reunião do partido realizada em Guarulhos (SP), que, a partir da próxima semana, as negociações para definir os nomes que ocuparão os ministérios não vão mais ficar a cargo da equipe de transição. De acordo com ele, que é coordenador responsável pela articulação com os aliados, os responsáveis passarão a ser os chamados “ministros palacianos”, que devem ser confirmados na semana que vem.

No início da próxima semana devem ser confirmados os ministros da Casa Civil e das Relações Institucionais. A partir daí, os responsáveis pelos anúncios serão os próprios ministros. Segundo Dutra, a partir de então ele passa para “o outro lado do balcão”, ou seja, como presidente do PT. “Não faz sentido eu ficar fazendo negociação porque agora sou parte. Sou presidente do PT que estará também legitimamente negociando espaço no governo”, pontuou Dutra.

Conforme o cronograma desenhado inicialmente, Dilma nomearia primeiro a equipe econômica para então passar para os “ministros palacianos”, aqueles que ficam no Palácio do Planalto – Casa Civil, Relações Institucionais e Secretaria Geral da Presidência.

A última e talvez mais complicada etapa será a negociação com os partidos que compuseram a coligação que ajudou a eleger Dilma Rousseff . Embora Dutra tenha evitado confirmar os nomes, a hipótese mais provável é que o Ministério da Casa Civil fique com Antônio Palocci (PT), que também integra a coordenação da equipe de transição. Nos bastidores, a informação que circula é que na pasta de Relações Institucionais deve haver a manutenção de Alexandre Padilha, assim como para a Secretaria Geral, que deve ter Gilberto Carvalho.

Dutra explicou ainda que, por enquanto, as negociações com os partidos ainda estão paradas. De acordo com ele, foi realizada uma rodada inicial de conversa com todos os partidos e apresentado um relatório escrito para a presidenta eleita. Dutra pontuou ainda que, antes de dar andamento a essa questão, Dilma quis montar as equipes econômica e palaciana.

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