Negada liberdade para acusado de matar prefeito em Jandira (SP)

Tribunal negou pedido por acreditar que liberdade pode comprometer a investigação do crime

AE |

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A 14ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou ontem o pedido de habeas corpus a um dos acusados de envolvimento na morte do prefeito de Jandira, na região metropolitana de São Paulo, por acreditar que a liberdade do acusado comprometeria a investigação do crime.

Wanderley Lemes de Aquino, ex-secretário de Habitação de Jandira, é acusado de ter sido um dos mentores do assassinato do então prefeito da cidade, Wanderi Braz Paschoalin (PSDB). De acordo com o relator do recurso, desembargador Hermann Herschander, há indícios de autoria do crime baseados em provas colhidas durante o inquérito policial, que fundamentam a prisão de Aquino.

"Não é difícil compreender que sua liberdade colocaria em risco a instrução criminal, já que atemorizaria induvidosamente as testemunhas chamadas a depor sobre os fatos, muitas das quais pediram proteção", disse o relator.

O caso

Braz Paschoalin (PSDB) e o motorista foram alvos de 18 tiros de fuzil no momento que chegavam à sede da rádio Astral, em dezembro de 2010. O prefeito apresentava um programa de nome “Bom Dia, Prefeito” todas às sextas-feiras no local. O prefeito e o motorista chegaram a ser socorridos ao pronto-socorro da cidade, mas já chegaram mortos. Braz Paschoalin tinha 62 anos e foi eleito em 2008 com 42% dos votos válidos. Ele estava em seu 3º mandato na cidade e começou a carreira política aos 28 anos, quando foi eleito vereador pela cidade.

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