Ex-ministro reitera esperança em cadeira no Supremo e diz que PT mineiro saiu fragilizado da última eleição

De olho em uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, voltou a destacar seu interesse em integrar a Corte. Ele afirma, entretanto, que não vai causar nenhum tipo de "constrangimento" à presidenta Dilma Rousseff .

AE
Patrus Ananias
"O STF é um desafio que me mobiliza. Se há um cargo que me motiva é o de ministro do Supremo Tribunal Federal. Gostaria de participar porque estou preparado para o desafio, mas não vou causar nenhum constrangimento à presidenta Dilma", afirma Patrus, hoje atuando como servidor concursado da Escola do Legislativo mineiro, onde desenvolve estudos sobre ética. A vaga no Supremo que Patrus espera conquistar é a que se abrirá com a aposentadoria do ministro Eros Grau.

Patrus diz que o PT mineiro saiu fragilizado do último processo eleitoral. "A derrota da presidenta Dilma em Belo Horizonte demonstra a fragilidade do PT em Minas. O PT precisa ser reconstituído em Belo Horizonte", afirma. Ele nega pretensão a cargos na legenda ou na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte, em 2012.

Depois de ser derrotado, no ano passado, como candidato a vice-governador de Minas Gerais, em chapa encabeçada pelo ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB); Patrus decidiu se afastar da política. Ele passou o Natal com a família, em Bocaiúva, Norte de Minas. A passagem do Ano-Novo foi na Riviera de São Lourenço, litoral Norte de São Paulo.

Além de trabalhar na Assembleia, Patrus retoma o cargo de professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), no próximo dia 1º. Ele também disse que profere palestras, ao custo médio de R$ 2 mil. "Quando a palestra é para movimentos sociais e sindicatos, por exemplo, não cobro".

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