¿Não vou atrás de comissão ou ministério¿, diz Vaccarezza

Derrotado dentro do PT na busca pela disputa da presidência da Câmara, Vaccarezza diz que é deputado de ¿debate político¿

Severino Motta, iG Brasília |

Logo depois da derrota dentro da bancada do PT, que indicou Marco Maia (PT-RS) como candidato do partido à presidência da Câmara, o líder do governo Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse que não vai buscar a presidência de comissões nem ministério. “Sou um deputado do debate político”, comentou.

Após deixar a reunião do PT falou rapidamente com a imprensa. As palavras foram genéricas, disse basicamente que não há derrota, que o fato de abrir mão da candidatura mostra a unidade do partido.

Depois das palavras pediu aos jornalistas que ainda tentavam conseguir informações para que fossem a seu gabinete na quarta-feira. “Deixa isso passar um pouco e atendo todos vocês amanhã. Estarei desde cedo no gabinete”.

A caminho da liderança, Vaccarezza conversou ao telefone e disse a seu interlocutor que “não deu” e que ele teria “37” dos 88 votos na disputa, por isso resolveu abrir mão após o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) desistir da competição e declarar apoio a Maia.

Alguns dos deputados que apoiaram Vaccarezza chamaram o Ministério do Desenvolvimento Agrário como a “gota d’água” para a derrota do companheiro. A pasta,que era da corrente interna do partido denominada Democracia Socialista DF foi tirada da corrente. Em represália, membros teria optado por Maia.

Fatores externos também auxiliaram o petista do Rio Grande do Sul. Um deles é a condução que Maia está dando para a votação do aumento de salário dos deputados, que deve acontecer amanhã e vai equiparar os vencimentos com os ministros do Supremo, que recebem R$ 26,7 mil.

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