Não torci pela queda de Alfredo Nascimento, diz Cid Gomes

Em maio, governador do Ceará disse que ministro era inepto e desonesto e chamou a pasta de Transportes de "antro de corrupção"

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Divulgação/Governo do Ceará
Cid Gomes e o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse nesta quarta-feira (6) que não torceu pela queda do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento , demitido do cargo após denúncias sobre um esquema de corrupção. Cid protagonizou com Nascimento um embate após chamar chamá-lo, como informou a coluna Poder Online, do iG , de “inepto, incompetente e desonesto”.

O governador está em missão oficial na China e só volta para o Ceará no próximo dia 11, mas se pronunciou por meio de nota. O governador informou “que não torceu pela queda de nenhum ministro e espera que o próximo titular da pasta recupere as condições de tráfego das estradas do Ceará que, aliás, ainda continuam em péssimas condições".

O ex-deputado Ciro Gomes (PSB-CE), irmão de Cid, já havia afirmado na última segunda-feira (4) que, se estivesse no lugar da presidenta Dilma Rousseff , afastaria do cargo o ministro dos Transportes.

Há dois meses, motivado pelo mau estado das rodovias federais do Ceará, Cid Gomes fez duras acusações contra o Ministério de Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit).

Ele classificou os órgãos como “laia” e “antro de roubalheira” e usou ainda os adjetivos "inepto, incompetente e desonesto" para se referir ao ministro. O governador chegou a comandar rally para protestar contra o ministro.

O bate-boca chegou à justiça quando Alfredo Nascimento ingressou com um pedido de processo contra Cid por injúria e difamação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Assembleia Legislativa do Ceará, no entanto, deu um ponto final ao processo, rejeitando a ação. Para que a queixa-crime movida fosse adiante era necessário que os deputados cearenses aprovassem o pedido do STJ e concedessem licença ao governador para responder ao processo.

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