PMDB rejeita papel de apenas assessor do PT, diz Eduardo Cunha

Braço direito de líder da bancada, deputado fluminense quer maior participação no governo Dilma

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Futura Press
Deputados Alves e Cunha
Deputado influente dentro da bancada do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) defendeu a assinatura do manifesto do partido -- documento tem 53 apoiadores - contra a hegemonia do PT no País.

“Nós não queremos ser apenas assessores do PT”, diz. “Os petistas querem impor uma hegemonia no governo e nas alianças para as eleições”, completa o deputado fluminense

Até o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Cunha tinha prestígio. Havia sido responsável pela indicação do presidente de Furnas em 2007. Contudo, no começo do ano passado, já sob a administração Dilma Rousseff, ele perdeu o posto .

Cunha é o braço direito do líder da bancada do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O deputado fluminense garante, porém, que o movimento rebelde do PMDB não visa um rompimento com o governo Dilma.

“Estamos discutindo relação. Hoje temos o vice-presidente da República (Michel Temer) e apoiamos o atual projeto de governo desde o seu início”, diz Cunha. Segundo eles, os oito integrantes da bancada devem assinar o manifesto peemedebista.

O documento deverá ser entregue ao vice-presidente Michel Temer na tarde. No domingo, o iG antecipou a íntegra do manifesto. O texto não cita cargo. Cobra apenas mais parceria do PT nas eleições municipais. Ontem o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), chegou a dizer que o manifesto do PMDB era “tensão pré-eleitoral”.

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