Não há hipótese de perdermos o controle da base aliada, diz Lula

Ex-presidente nega ser candidato em 2014 e diz que Dilma só não tentará a reeleição se não quiser

Denise Motta, iG Minas Gerais |

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no começo da noite desta quinta-feira (18) que “não existe hipótese de perdermos o controle da base aliada”.

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“Eu tenho conversado com muita gente. Ao longo destes 50 anos de vida política, fiz muita amizade e eu não vejo nenhum estremecimento na base”, destacou ao sair de evento com dezenas de prefeitos e políticos de 14 partidos em um hotel na capital mineira, no começo desta noite.

nullLula disse ainda considerar normal a troca de ministros pelo governo federal: “A troca de ministros, para mim, uma pessoa que já foi presidente, vejo com muita normalidade. O ministro fez uma carta de renúncia em caráter irrevogável. A presidenta Dilma Rousseff aceitou e eu acho normal”.

Sobre as denúncias de corrupção na gestão federal, ele disse ser preciso apurar e não tratar a pessoa como culpada. “A pessoa sai do governo, sai na imprensa e daqui uns meses não tinha nada e ninguém fica sabendo. A Polícia Federal está muito atuante, recebeu do nosso governo muito equipamento. Temos um Ministério Público muito atuante e a imprensa age livremente”.

Questionado se dá conselhos à presidenta, o petista negou, pois “ela não precisa”. “Eu construí relação de amizade, faço política 24 horas por dia e não vejo estremecimento (da base aliada)”, reforçou. A boa relação com o PMDB, disse Lula, incomoda. “Para nós, a aliança com o PMDB é muito importante. Essa aliança é muito forte e tem gente muito incomodada com essa aliança do PT com o PMDB”.

Também sobre Dilma, o petista ressaltou que ela só não será candidata em 2014 se não quiser. “Eu, sinceramente, ou eu não estou reconhecendo o que está sendo escrito. Primeiro é inaceitável que um tucano como o José Serra diga que eu vou ser candidato em 2014. Quem decide se eu vou ser candidato sou eu, em primeiro lugar, e o PT, em segundo lugar, ou seja, eu acabei de deixar a presidência, acabei. Ainda não desencarnei, acabei de eleger uma sucessora, que vai fazer um governo extraordinário”, avaliou.

E completou lançando o nome da atual presidenta à reeleição em quatro anos: “Em 2014, eu não sei da oposição, mas, do governo, o Brasil já tem candidata que é a candidata Dilma Rousseff. Vou dizer pela última vez. Não vou tocar mais neste assunto. A Dilma só não será candidata se ela não quiser”, frisou.

Crise econômica

Sobre a crise econômica internacional, Lula disse que o Brasil está preparado para a turbulência. “Quando a gente senta naquela cadeira (da presidência), a gente começa ver manchetes e mais manchetes de crise não sei aonde e você que está la não está vendo esta crise. O Brasil está bem. Há uma crise enorme na Europa e nos Estados Unidos e o Brasil está numa situação privilegiada”, afirmou, emendando que o Brasil é exemplo no enfrentamento da crise e a medida do governo de aumentar a taxa de juros e desacelerar o crescimento foi uma decisão “premeditada”, por causa do alto consumo. E finalizou: “O orçamento será aprovado. Se for necessário, o governo fará corte e, se não for, não fará".

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