'Não há auditoria, e sim ajuste fiscal', diz Alckmin

O governador de SP foi questionado sobre se a decisão de auditar contratos do governo Serra não causava atrito ou constrangimento

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Geraldo Alckmin, após missa em homenagem ao ex-governador Orestes Quércia, em São Paulo
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), rejeitou nesta quarta-feira (5) usar o termo "auditoria" e preferiu definir o esforço do governo do Estado em revisar contratos feitos na gestão do ex-governador José Serra (PSDB) como "um ajuste fiscal". Alckmin participou nesta quarta-feira da missa em memória do ex-governador Orestes Quércia, na Catedral da Sé, no centro da capital paulista, ao lado de Serra, que evitou dar declarações.

O governador de São Paulo foi questionado sobre se a decisão de auditar todos os contratos do governo Serra não causava atrito ou constrangimento com o ex-governador. "Não há nenhuma auditoria, nem haverá nenhuma auditoria no governo", afirmou. "O que existe é um esforço permanente de ajuste fiscal, algo que o Mário Covas (ex-governador) fez, eu fiz, Serra fez e é meu dever fazê-lo de novo", disse.

De acordo com Alckmin, o objetivo do governo de São Paulo é aumentar a eficiência do gasto público para elevar os investimentos. "A população não aguenta o aumento da carga tributária e é preciso reduzi-la. A única maneira de fazer mais é tendo eficiência no gasto. Esse é o esforço que vamos fazer em todas as áreas", afirmou.

Segundo ele, a maior parte do corte de gastos ocorrerá no custeio. "Não há nenhuma revisão nos contratos, nenhuma", reiterou. Conforme Alckmin, o ajuste será permanente. "Não há nenhum prazo definido. O que nós vamos fazer é um ajuste permanente", destacou.

Missa

A missa em homenagem a Quércia foi celebrada pelo arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e contou com a presença de diversas autoridades, como o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o ex-governador José Maria Marin, o deputado reeleito Paulo Maluf (PP-SP), o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), e a vice-prefeita Alda Marco Antônio (PMDB).

Além deles, esteve presente o vice-governador Guilherme Afif Domingos (DEM), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Barros Munhoz (PSDB), e secretários e outras autoridades. Ao fim da celebração, a viúva de Quércia, Alaíde Quércia, e os filhos, Andrea, Cristiane, Rodrigo e Pedro Quércia, receberam os cumprimentos dos presentes.

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