Mário Negromonte participou nesta terça de reunião da executiva do PP, na Câmara

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, afirmou nesta terça-feira que não vai “brigar” para permanecer no cargo, diante das denúncias de irregularidades que atingem sua pasta. "Eu não estou preocupado com isso, se vou ficar, se vou sair. Estou preocupado em fazer um bom trabalho, e isso estou fazendo. Não tenho apego a cargo", disse Negromonte, que participou de uma reunião da executiva do PP, na Câmara dos Deputados. “Eu não tenho apego e não fico de joelhos para ninguém por causa de cargo”, completou.

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Ministro das Cidades enfrenta resistências dentro de seu próprio partido
AE
Ministro das Cidades enfrenta resistências dentro de seu próprio partido

A reunião evidenciou o isolamento do ministro dentro de seu próprio partido. Um dos poucos dirigentes da sigla a sair em defesa de Negromonte foi o deputado Vilson Covatti (RS), que acabou sendo repreendido pelo senador Francisco Dornelles, que preside a legenda. "Vossa Excelência está criando um constrangimento para todos", reagiu Dornelles.

Depois de pedir desculpas ao deputado, o presidente do PP brincou: "Não existe reunião política sem bêbado e sem louco". Dornelles fez questão de deixar claro que não estava chamando ninguém de bêbado ou louco. Negromonte, segundo participantes do encontro, fez um discurso emocionado.

Sob comando de Negromonte, o Ministério das Cidades tornou-se alvo de suspeitas de fraude na documentação de uma obra da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT) . A mudança em um parecer técnico do projeto teria encarecido a obra em R$ 700 milhões. Negromonte atribuiu as denúncias à ação de aliados do governo instalados no ministério. “Tem fogo amigo [vindo] de lá de dentro. Tem outros partidos lá, dentro do ministério”, disse.

*Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado

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