Não confio nos seguranças da Assembleia, diz presidente da Casa

Valdir Rossoni (PSDB), chefe do Legislativo do Paraná, afirma que foi vítimas de ameaças anônimas e que vigilantes tinham grampos

Luciana Cristo, iG Paraná |

O deputado estadual e presidente recém-empossado da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), afirmou nesta tarde (02) que não confia nos vigilantes que faziam a segurança da Casa e que, por isso, pediu o reforço da Polícia Militar, que ocupa o prédio legislativo desde o início da madrugada de hoje.

Rossoni voltou a dizer que foi alvo de ameaças anônimas, feitas por telefone, nas últimas semanas. “Não consigo acreditar que isso aconteça aqui no Paraná”, declarou. “A antiga segurança não servia à nossa nova diretoria. Apenas um exemplo é que os vigilantes cobravam uma espécie de ‘pedágio’ para quem queria parar o carro no estacionamento interno da Assembleia”, acusa Rossoni. Os vigilantes negam a acusação.

Cerca de 150 policiais militares devem permanecer até o fim do dia fazendo a segurança do prédio, sob o comando do tenente-coronel Arildo Luis Dias, chefe do Estado-Maior da 1ª Regional da PM.

A partir de amanhã, de 25 a 30 policiais continuarão na Assembleia, por tempo indeterminado. “As atividades desenvolvidas pelos policiais aqui na Assembleia serão ressarcidas aos cofres do governo estadual pela própria Assembleia, conforme compromisso do deputado Rossoni”, informou Dias. O tenente-coronel não soube dizer de onde serão retirados os cerca de 30 policiais que, a partir de amanhã, ficarão lotados na Assembleia e qual o valor estimado de custo dessa atividade. “Cada policial recebe um valor diferente, por tempo de trabalho e gratificações”, disse Dias.

O governador Beto Richa (PSDB) disse que a medida é natural e que, em outros Estados, policiais já fazem a segurança de prédios legislativos. Durante a posse dos novos diretores da Assembleia, nesta tarde, Rossoni ainda anunciou a criação do Gabinete Militar da presidência da Casa e a extinção da gráfica da Assembleia.

Pela manhã, os policiais abriram um cofre que estava dentro da sala dos vigilantes, onde foi encontrado um revólver calibre 38 e munição. “Também havia aparelhos de escutas telefônicas”, acrescentou Rossoni. O presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Edenilson Ferry (conhecido como Tôca), deve se pronunciar até o fim do dia sobre os acontecimentos de hoje na Assembleia.

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