Na UTI, Alencar canta música para Dilma

Durante a visita, o ex-vice-presidente se mostrou bem disposto e, em alguns momentos, conseguiu se sentar na cama e até cantar

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Apesar de ter voltado para o hospital, após passar as duas últimas semanas com a família, em casa, o encontro entre o ex-vice-presidente José Alencar e a presidenta Dilma Rousseff , na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, nesta quinta-feira, foi animado e “para cima”, segundo relatos ouvidos pela reportagem.

Roberto Stuckert Filho/Divulgação
Dilma e Gilberto Carvalho visitam Alencar na UTI (10/02/2011)
Durante a visita, o ex-vice-presidente se mostrou bem disposto e, em alguns momentos, conseguiu se sentar na cama. Quem acompanhou o encontro disse que ele parecia muito bem humorado.
Em certa hora do encontro, Alencar chegou a cantar música para presidenta, enquanto segurava a mão dela.

A visita durou cerca de uma hora, e foi acompanhada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, pelo filho do ex-vice, Josué Gomes da Silva, um assessor, e a equipe médica. Segundo o filho, Alencar "passou muito bem" a noite e, quando chegou ao quarto, "ele já estava acordado e elétrico” .

Segundo o iG apurou, Alencar foi ontem ao hospital para fazer hemodiálise e transfusão de sangue e reclamou de um "desconforto abdominal". Os médicos pediram uma tomografia e identificaram perfurações no intestino. Ele está sendo tratado com antibióticos e seu quadro é considerado grave.

Após o encontro, a presidenta chegou e saiu do hospital de helicóptero e não conversou com a imprensa.

Alencar, que luta contra um câncer há quase 13 anos, estava em casa com a família, em São Paulo. Ele havia deixado o hospital no último dia 25, após 30 dias internado. A última aparição de Alencar aconteceu no aniversário de São Paulo, quando foi homenageado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) com a Medalha 25 de janeiro.

Na ocasião, Alencar falou sobre sua luta contra o câncer e disse que lutava “para não morrer”. “Ainda não estou bem. Estou bem melhor, mas ainda não estou bem", disse o ex-vice.

“Se eu morrer agora vou morrer feliz. A situação não poderia estar melhor para mim. O Brasil inteiro está rezando por mim. Não tem como melhorar”, discursou, antes de seguir para casa, com o aval de sua equipe médica.

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