Na BA, 1º ato de partido de Kassab tem petistas e críticas a DEM

'Um partido do povo, para o povo', diz prefeito de São Paulo sobre a nova sigla PSD

Thiago Guimarães, iG Bahia |

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), participou neste domingo (20), em Salvador, do primeiro ato político de seu novo partido, o PSD (Partido Social Democrático).

O anfitrião do encontro, que reuniu políticos de diferentes siglas em um hotel da capital baiana, foi o vice-governador da Bahia, Otto Alencar, atualmente no PP, e que deve presidir a sigla de Kassab na Bahia.

LÚCIO TÁVORA/AGÊNCIA A TARDE/AE
Kassab,com o vice-governador da Bahia, Otto Alencar (PP), o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT-BA), e o senador Walter Pinheiro (PT-BA), no lançamento do PSD
“Nasce, aqui na Bahia, o PSD. Um partido do povo, para o povo”, afirmou o prefeito em discurso. O objetivo de Kassab com a nova legenda é viabilizar sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo em 2014. Já a escolha de Salvador para o ato foi uma maneira de sinalizar abrangência nacional da sigla, que será oficialmente apresentada em São Paulo nesta segunda (21).

Kassab também elogiou o “espírito democrático” do governador da Bahia, Jaques Wagner, que não compareceu ao evento mas demonstrou sua anuência ao projeto ao receber logo em seguida o prefeito e o vice-governador em sua residência oficial.

O ato contou ainda com a presença da cúpula do PT baiano: senador Walter Pinheiro, deputados federais Nelson Pelegrino e Josias Gomes e o presidente regional da sigla, Jonas Paulo. Pelo PSB, partido que já defende alianças com a sigla de Kassab, esteve a senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

Entre os políticos que assinaram o manifesto de criação da nova sigla e que deverão reforçar os quadros da legenda estão os deputados federais Paulo Magalhães (DEM-BA), Fernando Torres (DEM-BA) e José Carlos Araújo (PDT-BA). Outro deputado federal baiano que já declarou seu ingresso no PSD é Edson Pimenta (PCdoB).

Em discurso, Torres se disse “perseguido” pela atual cúpula do DEM e associou o partido ao regime militar (1964-1985). O pedetista Araújo afirmou, ao justificar a adesão ao projeto kassabista, que “a Bahia e o Brasil queriam uma alternativa”.

A criação formal do PSD depende ainda da coleta e apresentação de cerca de 490 mil assinaturas favoráveis à nova sigla - o equivalente a 0,5% do eleitorado do país. As assinaturas devem proceder de pelo menos 0,1% dos eleitores de nove Estados.

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