Na Argentina, Dilma recebe apelo para abrir arquivo da ditadura

Irmã de argentino morto pelo regime militar brasileiro foi à Casa Rosada para tentar entregar carta à presidenta

Andréia Sadi, enviada a Buenos Aires |

nullAproveitando a visita que Dilma Rousseff realiza nesta segunda-feira à Argentina, a irmã de um dos seis argentinos reconhecidos como desaparecidos políticos durante a ditadura militar brasileira decidiu ir até a Casa Rosada para tentar entregar uma carta à presidenta.

A psicologa Lilian Ruggia, de 56 anos, é irmã de Henrique Ernesto, morto pelo Exército brasileiro em julho de 1974, em Foz do Iguaçu, quando tinha 18 anos.

Na carta que tenta entregar a Dilma, Lilian pede que seja revogada a lei da anistia para que se apurem os crimes contra a humanidade praticados durante o regime. "Peço também que se abram os arquivos da ditadura para ajudar na busca pelos corpos desaparecidos", escreve a psicóloga.

 Dilma chegou nesta manhã à Argentina, em sua primeira viagem internacional desde que tomou posse do cargo, em 1º de janeiro. Ex-militante torturada pela ditadura, Dilma empenhou-se em incluir na agenda temas relacionados aos direitos humanos, como um encontro com as mães da Praça de Maio.

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