MP do DF entra com ação na Justiça contra Jaqueline

Caso condenados, ela e marido devem ressarcir cofres públicos pelos danos causados e ainda terão os direitos políticos suspensos

AE |

Alvo de inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) e de denúncia por quebra de decoro na Comissão de Ética da Câmara, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) sofreu mais um revés. O Ministério Público do Distrito Federal entrou hoje no Tribunal de Justiça com ação de improbidade administrativa contra a deputada e seu marido, Manoel Neto.

Caso sejam condenados, eles devem ressarcir os cofres públicos pelos danos causados e ainda terão os direitos políticos suspensos por oito anos.

Jaqueline e Neto foram flagrados em fita de vídeo, divulgada com exclusividade pelo portal do Estadão em 4 de março passado, recebendo um maço de cerca de R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

Em entrevista ao Estado, Durval disse que o dinheiro era "sujo", fruto de propina paga por empresas que tinham contratos com o governo do DF. A deputada teria recebido outras somas ao longo do mandato de deputada distrital (2006-2010).

A ação de improbidade é assinada pelos promotores do Núcleo de Combate a Organizações Criminosas (NCOC), que há mais de três anos investiga a quadrilha, desmantelada em novembro de 2009 pela Operação Caixa de Pandora. O esquema consistia em desviar dinheiro público de contratos com empresas, para distribuição entre políticos e autoridades do DF. Na segunda-feira, 21, o Tribunal designará relator para o caso.

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