O Ministério Público apresentou medida cautelar em que solicita ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul que nomeie o juiz do Fórum de Dourados Eduardo Rocha, como prefeito interino da cidade.
A situação inusitada decorre da prisão, na última quarta-feira, do prefeito Ari Artuzi, seu vice, o procurador do Município e outros nove vereadores por suspeita de participação em um esquema que fraudava as licitações da Prefeitura.
Apontado como chefe do esquema, Artuzi supostamente faturava até R$ 500 mil por mês com a fraude, que depois era distribuído entre os integrantes do grupo.
Apesar de preso, Artuzi continua despachando da cela em que se encontra. Na manhã desta sexta-feira, ele assinou a folha de pagamentos dos cerca de seis mil servidores do município.
Dos nove parlamentares, cinco obtiveram nesta sexta-feira na Justiça o direito de responder às acusações em liberdade. A expectativa é de que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul se manifeste ainda nesta sexta-feira sobre a proposta do MP.
Todo o esquema fraudulento foi gravado pelo ex-secretário de Governo da Prefeitura, jornalista Eleandro Passaia, conhecido como homem de confiança de Artuzi.
Para provar a fraude, Passaia aceitou gravar o ato de corrupção, por meio de microcâmeras instaladas pela própria polícia. No vídeo, o prefeito Artuzi, a mulher dele, vereadores e servidores aparecem pegando dinheiro.
Como antecipação ao fim do prazo do mandado de prisão de Artuzi - que expira neste domingo- o MP já pediu que sua prisão seja prorrogada.