Leandro Coimbra vai substituir o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, que anunciou sua aposentadoria

O novo diretor-geral da Polícia Federal é Leandro Coimbra, hoje superintendente da PF em São Paulo. O anuncio foi feito pelo futuro ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, que disse não ter sido fácil a decisão da substituição de Luiz Fernando Correa.


nullA escolha, segundo Cardozo, foi feita em conjunto com a presidenta eleita, Dilma Rousseff. O futuro ministro disse que a decisão foi tomada após muitas análises e conversas com a petista.

Correa, que há três anos está no comando da corporação, já comunicou Dilma Rousseff que vai se aposentar após deixar o cargo.

O pedido de aposentadoria foi publicado hoje no Diário Oficial da União.

Até então, o favorito para suceder Correra era o superintendente da PF no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto. O diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon Filho, e o corregedor-geral da PF, Valdinho Jacinto Caetano, também eram cotados.

Cardozo evitou comentar os motivos da escolha, mas fez elogios a Gasparetto.

“Qualquer cargo que ele venha a assumir no futuro dependerá do novo diretor da PF”, disse.

Ainda segundo o futuro ministro, a ideia do governo é "fortalecer a PF como um órgão que atua de maneira republicana". Cardozo afirmou que pediu ao novo diretor-geral um plano estratégico da PF para o próximo período.

Além disso, o futuro governo decidiu vincular a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ao Ministério da Justiça, segundo Cardozo. Atualmente, a secretaria é vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). "A política de drogas tem de estar casada com segurança pública", justificou o futuro ministro. 

Cesare Battisti

Cardozo afirmou também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve tomar, nas próximas horas, uma decisão sobre o caso Cesare Battisti, italiano condenado por terrorismo em seu país e que pede refúgio ao Brasil. O futuro ministro disse “confiar” na posição do presidente, e evitou se posicionar sobre a questão antes da decisão final de Lula.

Ele lembrou que, sobre o caso, já se manifestou na tribuna da Câmara como deputado – sempre em defesa da concessão do refúgio.

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