Ministro do Esporte ainda sofre ameaça de perder cargo

Fatos novos ainda podem resultar na demissão de Orlando Silva. Hoje ele volta ao Congresso para falar sobre Lei Geral da Copa

Adriano Ceolin, iG Brasília |

AE
Ministro do Esporte, Orlando Silva
Apesar de ter sido mantido no cargo em meio a denúncias de corrupção, o ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), não tem uma situação estável dentro do governo. A presidenta Dilma Rousseff irá rever sua decisão caso apareça algum fato novo sobre irregularidades na pasta comandada por ele.

Após uma semana em que parou suas atividades para prestar esclarecimento, Orlando Silva tenta retomar sua agenda de trabalho. Ontem esteve reunido com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann . Hoje, às 14h, o ministro será ouvido na Câmara em audiência na Comissão Especial que analisará o projeto de Lei Geral da Copa.

Segundo o iG apurou, Dilma resolveu manter Orlando por conta de três fatores: o apoio do PCdoB; a ameaça de que o caso causaria danos irreversíveis ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); e, por fim, o desejo de a presidenta não querer passar a imagem de que estaria agindo pressionada pela imprensa.

Palacianos ouvidos pela reportagem avaliaram que Dilma ficou irritada com as especulações de que já havia decidido demitir o ministro do Esporte. Dentro do Planalto, há a avaliação também de que a presidenta prefere deixar o acusado se defender. Ela faz isso para evitar desgaste com aliados no Congresso.

Em episódios anteriores, Dilma deixou que os ministros envolvidos em denúncias se explicassem. Porém, em pelo menos dois casos, a opção dos acusados foi pedir demissão. Nessa lista, estão incluídos Alfredo Nascimento (Transportes) e Wagner Rossi (Agricultura). Ambos preferiram deixar o cargo com receio de novas denúncias, principalmente envolvendo familiares.

Nos dois episódios, os partidos de Nascimento, o PR, e de Rossi, o PMDB, apareciam divididos sobre as permanências deles no Ministério. Sob este aspecto, o caso de Orlando Silva é totalmente diferente. Na quinta-feira passada, o PCdoB reuniu-se e decidiu apoiá-lo em peso.

No mesmo dia, a decisão foi encaminhada ao ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) por intermédio do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo. Ao iG , o comunista chegou a dizer que a demissão de Orlando Silva estava nas mãos da presidenta, mas adiantou: “Se ele sair é uma decisão política. A partir daí, poderemos também tomar uma decisão política”.

    Leia tudo sobre: Crise no EsporteOrlando SilvaDilma Rousseff

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG