Ministro da Justiça quer que PF justifique uso de algemas em ação

Operação Voucher realizada ontem no Ministério do Turismo executou 38 mandados de prisão

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O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, determinou hoje que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Coimbra, preste informações "em caráter de urgência" sobre o uso de algemas na Operação Voucher. A PF prendeu ontem 35 pessoas envolvidas em denúncias de corrupção no Ministério do Turismo, comandado pelo PMDB. A ação aumentou o mal-estar entre o PT e o PMDB, os dois principais partidos da base de sustentação da presidenta Dilma Rousseff no Congresso.

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Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reagiu à repercussão provocada no governo pela operação da PF

No Palácio do Planalto, a ação da PF foi considerada "atabalhoada" e "exagerada". Na lista dos presos está o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa. Mário Moyses, ex-secretário executivo da pasta e ex-presidente da Embratur, também foi detido.

Moyses é ligado à senadora Marta Suplicy (PT), pré-candidata do PT à Prefeitura de São Paulo. Aliados dela deram conotação política ao episódio.

No memorando expedido hoje, Cardozo pede esclarecimentos à PF sob o argumento de que os direitos individuais e os princípios de Estado de Direito devem ser respeitados.

"Caso constatada qualquer infração às regras em vigor, determino a abertura imediata dos procedimentos disciplinares cabíveis, informando-se de pronto a este gabinete as ocorrências", escreveu o ministro da Justiça.

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