Ministro da Justiça anuncia gabinete para policiamento de fronteira

Segundo José Eduardo Cardozo, gabinete de gestão será em parceria com o Paraná e integrará forças políciais no combate ao crime

Agência Brasil |

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta quinta-feira (14) o lançamento, até o final do mês, de um gabinete de gestão integrada em parceria com o governo do Paraná para aumentar o policiamento na fronteira e combater a entrada de armas no Brasil.

A iniciativa surge paralelamente à Campanha do Desarmamento, antecipada para maio, depois do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro , quando 12 crianças foram mortas por um ex-aluno, no último dia 7.

De acordo com o ministro, o gabinete de gestão no Paraná vai integrar forças das polícias Rodoviária Federal e Federal, das Forças Armadas e da polícia estadual, além da Receita Federal, dando "sinergia" ao combate ao crime.

Cardozo explicou que a Campanha do Desarmamento é uma das estratégias para enfrentar a violência e o crime organizado, mas que uma "política global" para impedir ilegalidades nas fronteiras está sendo estruturada em parceria com os Estados brasileiros e as nações vizinhas.

Acordos nesse sentido foram assinados recentemente com a Bolívia. A próxima etapa será uma reunião entre os governos do Brasil e do Paraguai e dos Estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul. "Estamos buscando um aperfeiçoamento das relações com os Estados estrangeiros", disse Cardozo.

O ministro reconhece que não há policiais suficientes para patrulhar toda a fronteira brasileira, mas diz que é possível integrar as polícias, investir em serviços de inteligência policial e em tecnologia e lembrou do uso de veículos aéreos não tripulados (Vants), que começa em alguns meses.

"O desarmamento é uma das formas de atacar o problema, não a única. Insere-se aí uma política mais global contra a violência e o crime organizado para, portanto, combater situações tristes como essa que vimos", afirmou Cardozo, após palestra na Academia Brasileira de Filosofia, no Rio.

Perguntado sobre a arrecadação de munições para a Campanha do Desarmamento, que comprará armas de cidadãos, o ministro disse que o tema ainda não foi discutido pelo comitê organizador da campanha, que tem reunião marcada para a próxima segunda-feira (18).

"Temos que resolver, tanto do ponto de vista jurídico, se existe essa possibilidade ( de indenização em troca das munições ) pela legislação em vigor, quanto do ponto de vista técnico. A questão de adquirir a munição, da destruição, é um pouco diferente da das armas", esclareceu.

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