Juca Ferreira diz que países árabes, africanos e latino-americanos têm pouca representação no patrimônio mundial

Ao fazer um balanço da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, elogiou hoje a organização do encontro, mas cobrou da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) maior fortalecimento da diversidade cultural no mundo.

Ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa do Programa Bom Dia, Ministro
Agência Brasil
Ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa do Programa Bom Dia, Ministro
Ao todo, 21 sítios foram incluídos na lista de patrimônio mundial da humanidade. Entre eles, a Praça São Francisco, no município de São Cristovão, em Sergipe. Com a inclusão, o Brasil passa a ter 18 sítios como patrimônios mundiais.

“No discurso de abertura, tratei do tema dizendo que não é possível que só 7% do total [de patrimônios da humanidade] sejam oriundos dos países árabes, e que a África quase não seja representada, além dos países da América Latina”, afirmou Juca.

Após participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro – produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços –, ele lembrou que quase metade dos sítios tidos como patrimônios da humanidade estão localizados na Europa e nos Estados Unidos. “Há um desequilíbrio”, reforçou.

Sobre os investimentos da pasta para a Copa do Mundo de 2014, Juca afirmou que as prioridades são museus e outros atrativos culturais para visitação, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

“[O fato de] a imagem do Brasil [no exterior] ser de samba e futebol é muito bom, é uma imagem positiva. Já pensou se fosse de guerra, de invasão? Mas, evidentemente, diversificar essa imagem é positivo, porque temos uma das maiores diversidades culturais do mundo e as pessoas não conhecem”, concluiu.


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