Ministro Carlos Lupi é reconduzido à presidência do PDT

Secetário-geral do PDT diz que partido segue alinhado ao governo Dilma e afirma que 'ruídos com o Planalto' foram superados

AE |

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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi reconduzido à presidência do PDT para um mandato de mais dois anos em convenção nacional realizada hoje em Brasília. Os deputados federais André Figueiredo (CE) e Brizola Neto (RJ) foram eleitos vice-presidentes da legenda.

Figueiredo e Brizola Neto vão se revezar no comando do partido, uma vez que Lupi terá de se licenciar da presidência, conforme determinação da Comissão de Ética da Presidência da República. O órgão recomenda aos ministros que se afastem da direção dos partidos para exercer a função de governo. Figueiredo deve assumir a presidência interina neste ano, sendo sucedido por Brizola Neto em 2012.

Também reconduzido ao cargo, o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, afirmou que a reeleição de Lupi demonstra a unidade do partido. O ministro concorreu em chapa única e foi eleito por aclamação.

Manoel Dias disse que o PDT seguirá alinhado ao governo Dilma Rousseff e enfatizou que os ruídos com o Planalto durante a votação do salário mínimo foram superados. "Nunca houve crise, o partido não era contra a política de aumento do salário mínimo. Alguns deputados apenas defendiam a antecipação do aumento", minimizou o dirigente. Ele lembrou, ainda, a recente declaração de Dilma de que o PDT é "fundamental na aliança governista" e Lupi é um ministro da sua "total confiança".

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), presidente da Força Sindical - que assumirá a Secretaria de Organização da legenda - liderou o movimento pela aprovação do salário mínimo de R$ 560,00 na Câmara.

As relações entre o PDT e o Planalto estão pacificadas. O partido seguirá no comando do Ministério do Trabalho e encaminhou à Casa Civil uma relação de indicações de nomes para compor o governo. "Para ajudar na formulação das políticas públicas", justificou Manoel Dias.

Nesta semana, foi confirmada a indicação do ex-senador Osmar Dias (PDT) para assumir a vice-presidência de Agronegócios do Banco do Brasil. A sigla pleiteava um cargo para acomodar o aliado, que concorreu ao governo do Paraná a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acabou derrotado pelo tucano Beto Richa.

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