Ministro afirma que demissões são 'ajustes' e diz ter autonomia

Ao comentar exonerações, Paulo Passos disse que fará o que entender como necessário ao funcionamento da pasta

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Ministro dos Transportes comentou demissões, que já somam 15 desde o início da crise
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse hoje, no Recife (PE), que as demissões que ocorrem desde o início do mês em sua pasta se devem a "ajustes" que ele considera necessários. "Assumi o Ministério dos Transportes e, ao fazê-lo, entendo que são necessários ajustes, e esses ajustes têm sido feitos", afirmou, ao responder a uma pergunta sobre a motivação das demissões, em rápida entrevista coletiva no Palácio do Campo das Princesas, ao lado do governador do Estado, Eduardo Campos (PSB).

"Naturalmente, na medida em que haja necessidade de compatibilizar o ajustamento da máquina com aquilo que seja necessário, com aquilo que eu entenda que seja necessário para o funcionamento do ministério, eu farei."

Segundo ele, este ajustamento é "fundamental para o bom desempenho do ministério". Passos também afirmou ter autonomia para agir. "Tenho autonomia e a confiança da presidente. E enquanto tiver ( essa confiança ), vou tomar as decisões que entenda que deva adotar", disse. "Quando necessário submeter qualquer tipo de assunto à sua consideração ( da presidenta Dilma Rousseff ), eu o farei."

Passos se esquivou de perguntas sobre a crise envolvendo a sua pasta. Ele disse apenas que acompanha o andamento das atividades e o surgimento de necessidades no ministério para avaliar novas decisões. "Não posso adiantar se vai haver novos cortes. Estou me inteirando e acompanhando diariamente as atividades do ministério. O que posso garantir é que tomarei todas as medidas adequadas."

Governo Lula

Indagado se na sua gestão à frente do Ministério dos Transportes no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia aumento de preços das obras, ele afirmou que os aditivos são um procedimento normal. "Não há nenhuma transgressão do ponto de vista legal", observou, ao afirmar que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem mais de mil contratos ativos.

"É preciso entender que os aditivos foram celebrados pelo órgão executor como um procedimento normal, dentro da legalidade, dentro do que prevê a Lei de Licitações", afirmou. "Digo isso de uma maneira geral, porque não cabe a ministro de Estado ficar examinando pagamento a projeto nem tampouco aprovando ou assinando aditivos."

À indagação se havia diferença entre os aditivos da sua época à frente do ministério no governo Lula e os de agora, no governo Dilma, Passos disse que os aditivos não são fruto de decisões monocráticas e não tem conhecimento de qualquer aditivo que tenha sido tratado como exceção fora do ritual normal.

O ministro dos Transporte deu entrevista depois de ter sobrevoado, com o governador, trechos da BR-101 e da PE-60, na área metropolitana, que precisam de serviços de restauração. Do Recife, ele seguiu para a Paraíba, para ver os estragos causados pelas chuvas na malha rodoviária daquele Estado.

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