Falta de acordo sobre Código Florestal contaminou clima na Câmara dos Deputados, impedindo a votação da Lei Geral da Copa

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A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quarta-feira que não vê constrangimento caso o texto do Código Florestal, em discussão na Câmara dos Deputados, não seja aprovado até a realização da conferência Rio+20, marcada para junho.

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"Não vejo assim, mais uma vez, não cabe a mim comentar as decisões do Congresso. Eu estou seguindo as negociações e sigo conversando", afirmou Izabella a jornalistas, após participar de seminário sobre a conferência no Palácio do Planalto.

Izabella Teixeira, ministra do meio ambiente, na COP 16, em Cancún, em foto de arquivo de 2010
AFP
Izabella Teixeira, ministra do meio ambiente, na COP 16, em Cancún, em foto de arquivo de 2010

A falta de um acordo sobre a votação do Código Florestal contaminou nesta terça-feira o clima na Câmara dos Deputados, impedindo a votação da Lei Geral da Copa, assunto considerado prioritário pelo Palácio do Planalto.

Questionada por repórteres se considerava fundamental a aprovação do código antes da conferência, a ministra respondeu: "O fundamental é que a gente possa, na realidade, avançar na legislação florestal do Brasil e resolver as pendências que existem hoje, não só em relação à agricultura, mas também os instrumentos econômicos, gerir as florestas brasileiras com maior eficiência".

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo , publicada em 9 de março, a ministra disse que não aceita "desfigurar o Código Florestal". Na época, Izabella considerou que o texto aprovado no Senado Federal "representa a convergência". "Não é o texto dos sonhos dos ambientalistas nem é o texto dos sonhos dos ruralistas", afirmou.

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