Ministério desperdiça R$ 150 mil em revistas não distribuídas

Publicação do Ministério do Trabalho estão acumuladas em caixas em antigo depósito em Brasília

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No subsolo do anexo do bloco F da Esplanada dos Ministérios, 686 caixas juntam poeira na antiga gráfica do Ministério do Trabalho, fechada há dois anos. Nesse período, foram se acumulando ali "sobras" da Revista Trabalho, impressa em papel cuchê, ao custo estimado de R$ 2,7 por exemplar, numa gráfica privada. O tamanho do desperdício se aproxima de R$ 150 mil.

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"Sinceramente, não sei como explicar isso", disse Max Monjardim, assessor especial do ministro Carlos Lupi, um dos integrantes da executiva nacional do PDT nomeados para o comando do Ministério do Trabalho. Monjardim assina a coordenação editorial do projeto. A revista é uma publicação trimestral.

Na véspera, Monjardim havia respondido que o ministério mantinha exemplares em número reduzido. "Apenas o suficiente para o arquivo ou demanda extra", informou a assessoria de imprensa, por orientação do assessor especial. Os exemplares não distribuídos representariam "cerca de 3%" da tiragem. Cada edição foi impressa ao custo de R$ 160,6 mil, segundo o ministério. Monjardim calculou que estariam no depósito 1.800 exemplares de cada uma das sete edições impressas na Gráfica e Editora Brasil.

O jornal O Estado de S. Paulo fotografou o depósito com pilhas de caixas com exemplares da Revista Trabalho impressos desde 2009. O depósito, identificado com o aviso "gráfica fechada", é protegido por cadeado e foi aberto por um funcionário. As contas do ministério e da reportagem se desencontravam.

Ontem, Monjardim mandou um funcionário contar o material logo cedo. O funcionário listou 686 caixas, contendo 55.320 exemplares de sete edições diferentes. Há no depósito 42.420 revistas a mais do que a "reserva técnica" necessária. O menor encalhe é de 5.500 exemplares, do número 8 da publicação. O número anterior registrou o maior encalhe: 10.200 exemplares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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