Ministério da Defesa cria grupo para reformar Forças Armadas até 2031

Programa conta com plano de articulação e modernização das Forças. Na segunda, Dilma ressaltou a necessidade de "diminuir as vulnerabilidades"

iG São Paulo |

AE
Dilma durante cerimônia de cumprimentos aos novos oficiais e generais, em Brasília
O Ministério da Defesa criou nesta semana um grupo de trabalho destinado ao desenvolvimento e aquisição de produtos de defesa para as Forças Armadas brasileiras até 2031. A criação do grupo foi oficializada nesta terça-feira com a publicação da decisão no Diário Oficial da União.

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A publicação explica ainda a elaboração de um Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED) como parte do programa. Ele deverá analisar os seguintes aspectos: pesquisa, desenvolvimento, ensino, manutenção operativa, preferência de aquisição de produtos de defesa no Brasil e transferência de tecnologia, quando a compra ocorrer no exterior.

A portaria cita ainda que o PAED observará uma projeção de vinte anos a partir de 2012; a curto prazo até 2015, médio prazo entre 2016 e 2023 e a longo prazo de 2024 a 2031. O novo grupo ainda está sujeito à aprovação do ministro Celso Amorim.

Diminuir as vulnerabilidades

Na segunda-feira, a presidenta Dilma Rousseff defendeu modernizar as Forças Armadas e diminuir as vulnerabilidades na área de defesa, em solenidade de apresentação de oficiais-generais recém-promovidos no Palácio do Planalto.

"Avançamos muito na área de Defesa nos últimos anos mas, sem dúvida, muito ainda precisa ser feito, é imprescindível diminuir nossas vulnerabilidades, modernizar os meios operativos, integrar cada vez mais as três Forças, aprimorar a capacidade institucional do Ministério da Defesa, por isso prosseguiremos com os projetos prioritários de aparelhamento das Forças, sem deixar de valorizar os homens e as mulheres que tornam esses projetos possíveis", disse Dilma. 

A presidenta defendeu uma "visão cada vez mais integrada das Forças Armadas" e afirmou que uma política de defesa "assertiva" é necessária ao desenvolvimento econômico e à soberania da política externa. "Nossos soldados reconhecem seu papel com partícipes de uma política de Estado, a política de defesa que deve guardar perfeita coerência com as aspirações do povo brasileiro, traduzidas por seus representantes democraticamente eleitos", ressaltou.

*com AE

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