Mesmo de saída, Negromonte mantém agenda no Planalto

Ministro das Cidades já acertou demissão com presidenta. Como adiantou o Poder Online, saída deve ocorrer na quarta

Adriano Ceolin, iG Brasília |

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Negromonte acertou com Dilma sua saída das Cidades
Apesar de já ter acertado sua demissão do Ministério das Cidades  como antecipou o Poder Online , Mário Negromonte (PP-BA) mantém hoje sua agenda à frente da pasta. Pela tarde, ele participa de reunião com o Grupo de Executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Além de Negromonte, a reunião deve contar com a presença dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Míriam Belchior (Planejamento). O grupo vai discutir obras para minimizar problemas em áreas de risco.

Negromonte ainda não deixou a pasta porque a presidenta Dilma Rousseff e o PP ainda vão definir um substituto. O assunto tem sido tratado há quase 10 dias, como mostrou reportagem do iG . O líder do PP na Câmara, Agnelo Ribeiro (PB), é o favorito para assumir o comando da pasta administrada pelo partido desde 2005.

A saída de Negromonte foi definida ontem entre ele e a presidenta, durante viagem à Bahia, Estado de origem do ministro. Ele colocou o cargo à disposição após uma série de problemas administrativos e políticos que o abateram nos últimos meses.

O Palácio do Planalto avalia que Negromonte teve dificuldades para gerir a pasta e cercou-se mais de amigos do que pessoas preparadas para ajudá-lo na gestão das Cidaes. No topo da lista, está o secretário-executivo, Roberto Muniz, cujo perfil é mais político do que técnico.

No Congresso, Negromonte não conseguiu atender aos anseios da bancada e passou a ser criticado duramente pelos colegas. Em agosto, tomou um grande golpe com a troca do líder do partido. Seu aliado, Nelson Meurer (PR), perdeu o posto para Agnaldo Ribeiro (PB).

Negromonte também sofreu com denúncias da imprensa. A mais grave foi publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", que acusou o ministro de avalizar uma suposta fraude no projeto para uma obra de mobilidade urbana em Cuiabá (MT). Até agora nada foi comprovado.

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