Mercadante diz ver 'sinergia' entre Educação e Ciência

Com mudança acertada para pasta de Haddad, petista evita dar troca como certa: 'só vale quando sair no Diário Oficial', diz

iG São Paulo |

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante , falou publicamente pela primeira vez sobre sua transferência para a pasta de Educação, que deve se concretizar na segunda quinzena deste mês. Mercadante deve substituir o ministro Fernando Haddad, que deixará o governo após a conclusão dos primeiros resultados do Sistema de Seleção Unificado (Sisu)  para se candidatar à Prefeitura de São Paulo.

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AE
Mercadante foi cauteloso ao ser questionado sobre a mudança de pasta, mas já mencionou até mesmo a posse
Mercadante foi questionado sobre a mudança ao participar nesta manhã de um programa de rádio da estatal EBC. “Eu tenho visto todas essas informações na imprensa, mas vamos aguardar a reforma ministerial. Eu prometo a você que, se isso acontecer, e é possível que aconteça, eu estarei aqui à disposição e nós poderemos discutir a pasta da Educação.”

Cauteloso, Mercadante afirmou que a nomeação “só vale depois que estiver no Diário Oficial” e lembrou que “quem indica ministro é a presidenta da República”. Ele acrescentou que quem fala sobre a agenda da Educação é o atual ministro Fernando Haddad. “Eu só falo da minha pasta que é Ciência, Tecnologia e Inovação.”

Após o programa, em conversa com os jornalistas, Mercadante falou em “convidar para assistir à posse” a professora Marinalva Imaculada Cuzin, atual coordenadora de educação de Jovens e Adultos da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec) de Campinas (SP).

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Mercadante conheceu Marinalva quando lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Marinalva era faxineira do cursinho pré-vestibular do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp, em 1996, quando resolveu voltar a estudar. Ela fez graduação em pedagogia e hoje tem doutorado.

O caso dela foi citado por Mercadante durante o programa de rádio para exemplificar que há pessoas talentosas em vários estratos da sociedade, no entanto, os mais pobres não competem em igualdade de condições. Segundo ele, o programa Ciência sem Fronteiras (que concede bolsas de estudos no exterior e é executado em parceria pelas pastas de Mercadante e Haddad) reverte isso ao definir como critério a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Agora não é só o filho de rico que vai estudar lá fora.”

Segundo o ministro, “existe muita sinergia entre educação, ciência e tecnologia”. Ele elogiou a atuação de Haddad no MEC e disse que para avançar no campo de ciência e tecnologia, o país “precisa investir na educação básica, desde a educação infantil, dar qualidade ao ensino, formar os professores e motivar os alunos”. Mercadante acredita que o maior desafio na educação no país é melhorar a qualidade do ensino.

Nos próximos dias, ele deverá anunciar a instalação de 3 mil pluviômetros manuais em comunidades mais vulneráveis à chuva e a instalação de outros 3 mil pluviômetros automatizados nas torres de celulares para melhorar a previsão de chuvas. A vantagem das torres é que elas já dispõem de energia e fibra ótica para transmissão de informações.

*Com informações da Agência Brasil

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