Para o prefeito de São Paulo, Henrique Meirelles está gabaritado e habilitado para ser candidato nas próximas eleições

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse neste sábado que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central (BC), "está gabaritado para ser candidato à Prefeitura de São Paulo e agora também habilitado, pois se filiou ao nosso partido, o PSD". Na sexta-feira (7), último dia de mudança partidária para quem pretende disputar a eleição municipal em 2012, Henrique Meirelles se filiou ao PSD e mudou seu domicílio eleitoral de Goiás para São Paulo. 

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Kassab acrescentou que "ele (Meirelles) é uma pessoa preparada". "Caso o partido entenda que deva se apresentar como candidato, ele seria um excelente prefeito para a cidade de São Paulo", afirmou, durante inauguração de ampliação de uma creche em Paraisópolis, zona sul, pela manhã.

O atual prefeito disse ainda que Meirelles é um profundo conhecedor da cidade de São Paulo, sendo um dos fundadores da Associação Viva o Centro. Atualmente, o ex-presidente do BC é presidente da Autoridade Pública Olímpica, órgão criado pela presidente Dilma para coordenar as obras para a Olimpíada no Brasil em 2016.

Kassab ponderou, no entanto, que a candidatura à Prefeitura de São Paulo "não é o objetivo de Meirelles". De acordo com o prefeito, o ex-presidente do Banco Central "ingressou no partido e estará à disposição para qualquer missão". 

Quanto às possíveis coligações para eleições municipais de 2012, Kassab comentou que este ano ainda não é momento para se discutir tal assunto. "No início do ano que vem começaremos as consultas dentro do partido e entre aliados", disse. "Nossa prioridade será examinar a possibilidade de aliança ampla, com PSDB, PSB, PCdoB, PDT, PR, PP, entre outros.

Ao ser questionado se o PT estaria fora de possível aliança, o prefeito respondeu que nenhum partido será excluído. "Quando falamos em aliança, temos de definir um projeto, o que queremos para o futuro da cidade, para depois procurarmos aqueles que estão identificados com esse projeto", afirmou. Ele observou, porém, que uma aliança sempre começa mal quando um dos aliados tenta impor uma candidatura. "Não tem sentido falar em aliança com imposição de nomes", encerrou.

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