Ao tomar posse, senadora criticou o atraso do País na discussão dos temas e disse que o Parlamento precisa 'avançar'

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A senadora Marta Suplicy (PT-SP) tomou posse nesta terça-feira (1), no Senado, afirmando que vai trabalhar pela aprovação de um projeto que permita a união civil de pessoas do mesmo sexo. Marta também defendeu a legalização do aborto e afirmou que o Parlamento precisa "avançar" em questões comportamentais. A senadora foi indicada pelo PT para ocupar a primeira vice-presidência da Casa e deve ser eleita ainda na tarde de hoje.

Marta afirmou que vai ver os trâmites para a possibilidade de desarquivar um projeto que trata da união civil, de sua autoria, apresentado ainda quando era deputada. Ela disse que o tema pode ser discutido em outro projeto. "Enquanto outros países avançam, nós retrocedemos; enquanto a Argentina reconhece a união civil e Buenos Aires é uma cidade 'Friendly Gay', nós temos espancamentos na avenida Paulista", disse a senadora.

Marta disse que vê avanços sobre o assunto no Judiciário, mas reclamou da atitude do Legislativo sobre o tema. "Tivemos um salto no Judiciário e o Parlamento está se apequenando e nós precisamos avançar". A senadora defendeu ainda a legalização do aborto, tema que colocou o PT na defensiva durante o processo eleitoral.

"Não podemos daqui a quatro anos ter ainda este assunto sem discussão porque ninguém tem coragem de debater. A campanha eleitoral foi desastrosa em questões comportamentais, mas isso se deve ao acirramento da eleição e os ânimos agora estarão diminuídos e poderemos debater". Ela reconheceu, porém, que uma decisão sobre o aborto levará tempo e defendeu que toda a sociedade participe do debate.

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